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domingo, 20 de dezembro de 2015

JEG

Produto mais conhecido da empresa Dacunha, de São Bernardo do Campo (SP), o Jeg representou mais uma tentativa de colocação no mercado de um jipe de projeto e fabricação nacionais. Apresentado no X Salão do Automóvel, em 1976, pela firma ABC Diesel Veículos e Mecânica Ltda., o carro tinha carroceria de duas portas e quatro lugares. Construído com chapas de aço dobradas sobre plataforma Kombi Volkswagen com entre-eixos encurtado em 40 cm, dela herdava toda a mecânica VW: motor boxer traseiro refrigerado a ar (1600, carburação simples e 48 cv), quatro marchas sincronizadas, suspensão por barras de torção e freios hidráulicos a tambor. Apenas as rodas foram trocadas por outras maiores, aro 15, com pneus tipo cidade-campo. Como nos jipes tradicionais, tinha acabamento espartano, capota e portas de lona e janelas laterais de material plástico transparente, de enrolar; revelou-se, porém, mais espaçoso e confortável do que os concorrentes. Com 3,30 m de comprimento, apresentava vão livre de 30 cm e quase 1,3 t de capacidade de carga.
O modelo definitivo foi lançado em julho de 1977, com produção de dez unidades mensais. Recebeu então uma versão militar com algumas adaptações para o novo uso, tais como iluminação camuflada, engate para reboque e latão montado na traseira esquerda, como reserva adicional de 20 litros de  combustível (opcional no modelo civil). Na ocasião, o nome da empresa foi mudado para Dacunha Veículos e Mecânica S.A. – referência à controladora Dacunha Transportes (fundada em 1971, era uma das maiores e mais rentáveis “cegonheiras” da época, transportando com exclusividade a produção 0 km Volkswagen).
No XI Salão, em 1978, foram lançadas duas novas versões: TA, com teto rígido de aço, e MC, uma picape com engenhosa capota de lona sanfonada (com a diversificação, o modelo com capota de lona passou a chamar-se TL). Com as novas versões chegou um pequeno retoque na traseira, que perdeu a inclinação existente na altura da tampa do motor, alteração traduzida em melhor aproveitamento do espaço interno. Todos os modelos tinham pequenos estribos tubulares sob as portas, que nos últimos exemplares viriam a ser aumentados, ligando as duas caixas de roda. Os carros também passavam a contar com um sistema de  freio de mão com bloqueio seletivo das rodas traseiras, facilitando o trânsito por terrenos difíceis.
A Dacunha estava atenta, porém, à deficiência comum a todos os utilitários com mecânica VW – a ausência da tração nas quatro rodas – que muito limitava sua aplicação em tarefas fora de estrada mais pesadas. Para resolvê-la, associou-se à empresa de engenharia QT, também de São Bernardo do Campo (formando a Dacunha-QT), e juntas desenvolveram um projeto de conversão das plataformas Volkswagen em veículos 4×4, sistema testado em duas Kombis e depois adequado ao Jeg 4×4, lançado em 1980. O sistema de tração compreendia uma caixa de transferência instalada na saída do câmbio, da qual partia o cardã que acionava o diferencial dianteiro; este continha as mesmas relações do diferencial traseiro, do qual também aproveitava a carcaça. A suspensão dianteira se manteve independente, com barras de torção, recebendo dois semi-eixos, por conta da tração dianteira. A tração 4×4 não era permanente, podendo ser desconectada na caixa de transferência; o carro vinha com roda-livre na dianteira.
Com o novo modelo, a empresa tentou investir nas exportações. Ainda em 1980 um Jeg 4×4 foi embarcado para a República Federal da Alemanha para ser testado pelo exército daquele país, que necessitava renovar 1.200 utilitários de sua frota. Também havia planos de venda de 3.500 unidades para a Grã-Bretanha e o Mercado Comum Europeu. Apesar da expectativa, nenhum grande negócio foi fechado. Para o mercado interno foi projetado e colocado à venda um sistema de transmissão para picapes e caminhões médios e pesados, transformando veículos 4×2 em 4×4, 6×4 ou 6×6 (o equipamento chegou a ser fornecido para a GM, que o utilizou na picape Chevrolet D-20). Na conversão, a Dacunha-QT utilizava caixas de transmissão de produção própria e adquiria eixos de tração e suspensões da Cobrasma, que os fabricava segundo projeto da QT.
A falta de estrutura industrial da empresa, aliada à falta de perspectivas de vendas para as Forças Armadas brasileiras, que na época não admitiam veículos com motor traseiro, levou à suspensão da produção do Jeg em 1981. O número total de unidades fabricadas é impreciso; segundo informações de ex-funcionários da empresa foi superior a 500, poucas delas com tração nas quatro rodas. Um único exemplar recebeu motor diesel VW e algumas alterações na carroceria: grade e radiador dianteiros (da Kombi), faróis e lanternas quadrados e laterais frisadas para melhor estruturar a lataria. A Dacunha Transportes continuou em operação até 2000, quando vendeu o controle para outra empresa do setor.

ENVESA

Em 1996, a empresa Envesa Engenharia de Veículos e Reboques Ltda., de Londrina (PR), adquiriu nove conjuntos de componentes do jipe EE-4 em um leilão promovido pela massa falida daEngesa. Dois anos depois, após a bem-sucedida experiência de montá-los e revendê-los, arrematou mais 40 unidades, iniciando sua comercialização com a marca Envesa. Lançados em agosto de 1999, no Festival Brasil Off-Road, os carros foram sendo construídos aos poucos, sob encomenda, com algumas alterações mecânicas e estéticas com relação ao original. Havia apenas uma opção de motor, o diesel Maxion de quatro cilindros e quatro litros (turbo ou aspirado, 125 ou 90 cv); foi ainda instalada uma caixa de redução. Todas as demais características foram mantidas (caixa de quatro ou cinco marchas, suspensão por molas helicoidais e freios a disco na frente), porém utilizando diversas peças fabricadas pela própria empresa, dentre as quais eixos, barra e coluna de direção e discos de freio.
Visualmente, sua maior diferença frente ao EE-4 estava no sistema ótico: o Envesa tinha quatro faróis, um farol adicional por trás da grade, lanternas de posição âmbar nas quatro extremidades laterais e “olhos-de-gato” junto às portas. Também o vão entre a grade e o pára-choque dianteiro era mais pronunciado. Apesar desta “maquiagem”, direção hidráulica, capota de lona e até o banco traseiro eram vendidos como opcionais. Para o futuro, a Envesa previa capota e portas de fibra de vidro, nova suspensão (“mais moderna e confortável“, ignorando os dotes excepcionais do projeto original), alterações no chassi e utilização de freios a disco nas quatro rodas. Também prometia, para quando concluída a montagem do estoque inicial, o lançamento de uma picape e uma carroceria de novo desenho. Nenhum destes projetos foram adiante. A empresa permanece em operação e ainda produz o veículo por encomenda.
<envesa.com.br>
envesa

COMMANDO

A empresa paulista Commando Veículos Especiais Ltda. ficou conhecida no meio militar nacional como a responsável pelo projeto e construção do primeiro “Hummer brasileiro“. BatizadoCommando M4, foi declaradamente inspirado no original norte-americano – veículo para missões de apoio e combate celebrizado na Guerra do Golfo, em 1991. Tratava-se, porém, de projeto integralmente nacional, concebido a partir de 2002 para participar da concorrência programada pelo Exército Brasileiro para o fornecimento de nova família de blindados sobre pneus. Mais curto, muito mais estreito e com interior mais espaçoso do que o Hummer H1, o M4 tinha chassi tubular de aço de alta resistência e carroceria construída em placas de plástico reforçado com fibra-de-vidro com 6 mm de espessura, estrutura tubular integrada e blindagem leve de alta resistência e peso reduzido. O carro receberia suspensão por braços oscilantes, barras longitudinais e molas helicoidais, tração 4×4 com reduzida, caixa de cinco marchas e freios a disco ventilados nas quatro rodas. Eram previstas diversas opções de motor diesel, todos turboalimentados: três International  (4 cilindros de 135 cv, V8 de 175 ou 275 cv) e um MWM (4 cilindros, 150 cv). Foram desenhados três tipos de carrocerias: picape, cabine-dupla de quatro portas e station cinco-portas. Mais tarde foi também preparada uma variante mais barata, montada sobre o chassi do caminhão Ford F-350 com motor Cummins de 140 cv e tração 4×4 importada.
Enquanto o Exército não lançava o edital de licitação, a empresa investiu na versão do M4 para uso civil, colocando-a à venda em agosto de 2004. No início simplesmente chamada Commando 4×4 e dois anos depois Commando Predator, podia ser fornecida como kit para montagem sobre qualquer chassi nacional (com ajuste na distância entre eixos), ou completo, com motor MWM turbo (4 cilindros, 4,2 l e 180 cv). Em 2006 também foi criada uma versão mais curta, com duas portas, e até uma réplica infantil, com motor a gasolina de 6,5 cv. Naquele mesmo ano, visando o mercado das grandes picapes de lazer, a empresa começou a desenvolver nova família, mais diretamente calcada no Hummer H1 (maior porte e para-brisas quase verticais), modelo divulgado com o nome Predator Evolution. O Predator era fornecido com motor MWM turbo 3.0 de 190 cv.
Em paralelo, a Commando continuava a fornecer veículos blindados para uso policial, militar e de segurança. Em 2005 construiu carrocerias blindadas sobre jipes Land Rover 110 nacionais, com estrutura tubular e revestimento de fibra-de-vidro, e projetou dois veículos especiais para o chassi 1720 A da Mercedes-Benz, um para o transporte de tropas e outro para controle de distúrbios, genericamente denominados Commando Force 1. O primeiro, com capacidade para 12 soldados, tinha três portas, seteiras laterais, escotilha sobre o teto e lançadores de granadas de gás; o segundo, canhão de água e lâmina à frente do para-choque para a remoção de obstáculos. Ambos blindados, dispunham de ar condicionado e estrutura tubular dianteira para a proteção do motor.

Rural-1


O empresário Dr. Mário Barros de Amaral, responsável pela importação dos Land Rover no Brasil nos anos 50, vendo a dificuldade em trazer peças de reposição teve a idéia de criar um 4x4 nacional usando peças disponíveis por aqui. Em 1952 o primeiro protótipo estava pronto, batizado de Rural-1, era inspirado nos Land Rover. Com motor Willys Continental, câmbio Timken de 3 marchas e eixos da picape Chevrolet 1940. Era um carro bastante robusto, mas infelizmente único. Devido a problemas financeiros o projeto foi abortado após a finalização do segundo protótipo (esse destruído em um acidente perto da fábrica).

fonte: Revista 4x4&Cia edição 57

Jeep


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O Nascimento do Jeep
A Primeira Guerra Mundial mostrou a necessidade de um veículo de reconhecimento leve, rápido, para todo o terreno, que substituísse as tradicionais motos com side car usadas por mensageiros. O Exército Norte-Americano, com o agravamento da Segunda Guerra Mundial, lançou este desafio aos fabricantes de automóveis. Em 11 de julho de 1940 foi enviado um pedido a 135 fabricantes para o desenvolvimento de um veículo que atendesse as seguintes especificações: veículo com tração 4x4, em aço estampado de fácil fabricação, capacidade para 03 passageiros e metralhadora .30, peso máximo de 600 Kg (depois mudado para 625 Kg), carga útil mínima de 300 Kg, potência de motor mínima de 40 hp, velocidade máxima de no mínimo 80 Km/h, entre outras características.  
O prazo de entrega do protótipo era de 49 dias, e 75 dias para a entrega de 70 veículos. Somente a American Bantam Car Company e a Willys-Overland responderam ao pedido do Exército. A Bantam foi a única empresa que entregou o protótipo no prazo vencendo a Willys na concorrência. O protótipo da Bantam, o pequeno MK II (figura 1), foi entregue ao Exército em 23 de setembro de 1940 sendo submetido a duros testes em mais de 5.000 Km de estradas não pavimentadas. A conclusão final dos avaliadores foi: “este veículo demonstrou amplo poder e todos os requisitos para o serviço.” A American Bantam Car Company foi a empresa que criou o Jeep, ao contrário do que muitos podem pensar atribuindo este fato a Willys-Overland.
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 Protótipo da Bantam  MK II
 Mesmo com o protótipo da Bantam atendendo as exigências, o Exército incentivou a Willys e depois a Ford a apresentarem seus projetos, pois desejava mais de um fornecedor para produção em massa dos veículos. Para isto facilitou o acesso dos engenheiros destas empresas para que estudassem o protótipo apresentado pela Bantam. A Willys apresentou o seu modelo em 11 de novembro de 1940, denominado de “Quad”. O veículo da Willys suscitou o interesse do exército e a cólera da Bantam, pois o mesmo tinha aspecto visivelmente similar ao protótipo apresentado pela Bantam. O protótipo da Ford chamado de Ford GP “Pygmy” foi entregue em 23 de novembro de 1940. Visualmente os três protótipos eram bastante similares. Os protótipos da Bantam, Willys e Ford tinham suas particularidades. O veículo da Bantam tinha 920 Kg, estando acima da exigência de peso do exército, mas era mais leve que o modelo da Willys com 1.090 Kg. O “Quad” da Willys tinha como seu ponto forte o motor, que superava as especificações do exército com seus 60 hp (o Bantam possuía 45 hp e o Ford 46 hp). Com os protótipos dos três fabricantes em mãos, o exército encomendou 4.500 veículos (1.500 para cada fabricante) com o objetivo de testar os mesmos em condições reais. A exigência de 600 Kg foi revista e o peso do veículo foi estipulado em 980 Kg.  
Segundo o Congressista I. F. Stone, a Ford estaria fazendo pressão junto ao Corpo de Intendência para introduzir alterações, especialmente no peso, nas especificações do Jeep. Segundo Stone a nova especificação de 980 Kg foi mudada para conveniência da Ford e afirmou que fontes bem informadas do Departamento de Guerra consideravam que o aumento de peso afetaria seriamente a utilidade do veículo nas funções a ele designadas. Um funcionário da Bantam comentou amargamente com Stone que teria que lastrear o carro com ferro gusa para torná-lo suficientemente pesado.
 O modelo “Quad” da Willys necessitava de um “regime” para se enquadrar nas especificações do Departamento de Guerra. Delmar “Barney” Roos, vice-presidente e responsável pelo desenvolvimento do protótipo na Willys, estava com um dilema, não sabia se devia ou não redesenhar o protótipo para se enquadrar nas especificações de peso. O motor era muito precioso para ser mudado pois era o ponto forte do protótipo. Com o auxílio de seus colaboradores o veículo foi totalmente desmontado e o peso de cada peça foi avaliado para saber se podiam ser substituídas por outras de material mais leve. Eles foram até o ponto de diminuir o tamanho dos parafusos que eram mais longos que o necessário e eliminar todo o excesso de metal existente. Após a remontagem do veículo o mesmo pesava 200 GRAMAS a menos que o peso estipulado.
Estes 4.500 veículos iniciais, cujo pedido foi aumentado no transcurso do prazo de entrega como exigência da Lei de Empréstimos e Arrendamento, foram considerados de pré-produção. O modelo de pré-produção da American Bantam foi chamado de BRC-40 (Bantam Reconaissance Car 1940) e foram construídas 2.605 unidades, existindo menos de 100 unidades atualmente. O veículo produzido pela Willys-Overland foi denominado de Willys MA (Model “A”), com 1.553 unidades, restando aproximadamente 30 veículos deste modelo. O modelo da Ford foi chamado de Ford GP, com uma produção de 4.456 unidades. Existe uma contradição em relação ao significado das letras GP. Muitos dizem que significa: General Purpose (veículo de uso geral). Outra corrente alega que foi um termo criado pelo departamento de engenharia da Ford onde a letra “G” significa veículo de contrato do Governo e “P” para carro de reconhecimento com 80 polegadas entre eixos. Restam ainda aproximadamente 200 unidades deste modelo.
Após a entrega dos primeiros grupos de veículos pelas três empresas finalmente foi possível realizar comparações úteis. Os testemunhos iniciais indicavam que os Jeeps da Willys eram superiores em desempenho graças ao seu potente motor “Go Devil”. Tinha a melhor aceleração e velocidade máxima de 118 Km/h com um consumo de 32 a 38 Km por galão (com velocidade de 32 a 80 Km/h). O veículo da Bantam, com seu aumento de peso perdeu em desempenho, mas ficou acima do modelo da Ford. O Ford GP foi considerado melhor em questões que nada tinham a ver com o desempenho tais como: a disposição da alavanca de mudança e do freio de mão, faróis e conforto dos passageiros. Estas características refletiam a longa experiência da mesma na produção de veículos de passeio.
Fazia-se necessário introduzir melhoramentos em todos os três modelos e o exército decidiu criar um veículo padrão. Foi selecionado o modelo Willys MA (figura 2) devido as suas características superiores em termos de motor e chassi, incorporando algumas características dos veículos da Bantam e Ford consideradas superiores. A padronização era exigida para que todas as peças de todos os Jeeps pudessem ser intercambiáveis, simplificando em muito a manutenção e o abastecimento de peças de reposição.
O carro da Willys-Overland que serviu de modelo para a fabricação de mais de 600.000 Jeeps durante a guerra foi designado como Willys MB Truck, ¼ Ton, 4x4, Command Reconnaissance (Caminhão Willys MB, ¼ tonelada, 4x4, veículo de reconhecimento).  
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 O escolhido: Willys MA  



Wiilys MB e Ford GPW

 Sob a falsa alegação de que a American Bantam Car Company não teria capacidade de produção e sua situação financeira era delicada, o Corpo de Intendência do exército concedeu a Willys-Overland Motors, Inc. em 23 de julho de 1941 o contrato para fabricação do Jeep com um pedido inicial de 16.000 veículos.
O modelo Willys MA sofreu as alterações solicitadas pelo exército e surgiu o novo modelo: Willys MB (Model “B”), agora com a forma do Jeep como se tornou mais conhecido no mundo (figura 3). Os primeiros MB, de 1941, possuiam a grade dianteira feita com barras de aço soldadas, parecendo uma grelha. Estes modelos ficaram conhecidos como Slatt Grill e foram fabricados 25.808 veículos, restando aproximadamente 200 unidades nos dias atuais.
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 Willys MB
Por volta de outubro de 1941, a procura pelo Jeep era tão grande que se buscou uma segunda fonte para produção do veículo. Foi estabelecido um acordo entre o governo americano e a Willys da seguinte forma: a Willys entregaria a um segundo fabricante o projeto e as especificações do veículo, reservando-se, no entanto, o direito de produzir pelo menos a metade das encomendas. Em 10 de novembro foi determinada a fonte alternativa de produção: a Ford. Com o contrato assinado em 10 de janeiro de 1942, a Ford começou a produção dos 15.000GPWs (G - Government  P - distância entre eixos de 80 polegadas W - padrão Willys) da primeira encomenda. Os Ford GPW são iguais aos Willys MB, pois eram fabricados sob autorização contratual da Willys (daí o “W” do nome). Os primeiros modelos de ambas as marcas traziam o logotipo do fabricante estampado na traseira, mas depois isto foi proibido pelo exército (meados de 1942). A carroceria do Willys MB era fabricada pela ACM – American Central Manufacturing, que mais tarde também passou a fabricar a do Ford GPW.
A partir da metade de 1942 a Willys adotou a grade criada pela Ford, que era feita em chapa de aço estampada, mais fácil de ser fabricada. Não foram fabricados GPWs com grade de grelha, apenas Willys MB.
Apesar da exigência de padronização dos veículos produzidos pela Willys e Ford, existem pequenas diferenças que permitem reconhecer cada modelo. O chassis do Willys MB possue a barra transversal dianteira arredondada (tubular), logo abaixo do radiador. No GPW esta barra era quadrada (perfil retangular U invertido). O para-choque dianteiro do MB tinha apenas um buraco no centro (para passagem da manivela de partida manual), enquanto que o GPW possuía três furos, sendo um no centro (partida manual) e dois menores em cada lado. As tampas dos porta-ferramentas localizados na traseira do veículo eram lisas no MB e estampadas em alto relevo com um X nos GPW.
A produção do Willys MB e do Ford GPW foi até dezembro de 1945, com pequenas diferenças ao longo do período em que foram fabricados. Foram produzidos 640.000 veículos.

O Jeep Anfíbio

Bem no início do desenvolvimento do Jeep, o exército também desejava uma adaptação anfíbia do veículo. Mas as batalhas dos contratos e os problemas de produção acabaram desviando a atenção desta área interessante. Considerava-se que havia uma função valiosa para um pequeno anfíbio nos desembarques previstos para a África do Norte.
Duas companhias foram encorajadas a produzir protótipos: a Marmon-Herrington e a Ford. Neste ponto a história se repete, o fabricante menor, depois de construir o melhor protótipo, foi excluído. O modelo-piloto da Marmon-Herrington (QMC-4) foi construído com a ajuda da Sperkman & Stephens, uma firma projetista de barcos de Nova York, mas quem levou o contrato foi a Ford devido a “sua maior capacidade de produção”.
O Ford GPA (G - Government  P - distância entre eixos de 80 polegadas Amphibian), não foi um sucesso como o seu irmão terrestre. O desenvolvimento e testes do veículo foram feitos de forma apressada resultando num veículo que acabou não agradando aos militares. Apesar disso foram produzidas 12.778 unidades. O GPA, conforme ilustra a figura 4, era formado por um casco cercando um interior semelhante ao GPW e com uma saída de força para a hélice. O equivalente alemão do GPA, o Volkswagen Schwimmwagen, apresentava desempenho bastante superior, especialmente em terra, além disso era mais leve e mais curto.
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 O Jeep Anfíbio – Ford GPA

A origem do nome “Jeep”

De onde veio o nome Jeep? Existem muitas teorias a este respeito. Muitos acreditam que a pronúncia veio do anacronismo da sigla G.P (pronuncia-se gee pee), de General Purpose. Esta é a origem mais aceita por ser uma racionalização conveniente.
Outra explicação de acordo com o Major E. P. Hogan em seu artigo na revista Quartermaster Review de setembro/outubro de 1941 é de que o termo Jeep era utilizado pelos mecânicos do exército para designar qualquer novo veículo motorizado recebido para testes.
Interessante também é a alusão que o nome teria sido herdado em referência ao personagem “Eugene, the Jeep” da história em quadrinhos do marinheiro Popeye (figura 5), de 1936. Eugene, the Jeep, era um pequeno animal com o poder de viajar entre as dimensões e resolver todos os tipos de problemas. As semelhanças entre os poderes de “Eugene” e os caminhões de ¼ de tonelada do exército são bastante notáveis para que o nome fosse casualmente transferido para o veículo.
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Eugene, The Jeep

Os Jeeps Pós-Guerra

Em 1948 os militares desejavam substituir os jeeps da Segunda Guerra Mundial ainda em uso. Desde 1945 não era fabricado nenhum jeep. O jeep-padrão começava a dar sinais de superação e um novo veículo era necessário, mas não havia dinheiro para um projeto de tamanha envergadura. Devido as condições financeiras foi decidido pela revisão do Jeep MB.
O modelo revisado foi denominado de M38, que não era muito diferente do MB. A principal modificação foi o aumento na capacidade de vadear águas profundas, para isto o M38 passou a contar com um sistema elétrico a prova de água de 24 volts (no MB era de 06 volts), peças especialmente vedadas e um sistema elevado de entrada de ar para o carburador. Esta versão passou a ter os faróis maiores, destacados na grade frontal. A grade frontal passou a ter 7 aletas de ventilação por causa do tamanho dos faróis (os MB possuiam 9 aletas e faróis embutidos).
Em 1951 a versão seguinte, M38A1 (figura 6), foi entregue aos militares. Era mais robusto e tinha um motor de 75 HP (este motor foi chamado de Hurricane) e corrigia deficiências do modelo M38. Foi produzido até o ano de 1963. Devido a alteração do motor, este modelo sofreu uma alteração do capô deixando-o parecido com os jeeps civis que podemos ver circulando em nossas ruas.
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 O sucessor do famoso MB, o M38A1
Em março de 1951 a Ford celebrou um contrato de pesquisa com o exército americano para o desenvolvimento de veículos alternativos. Em 1959, após testes com diversos protótipos foi entregue ao exército um veículo radicalmente mudado. Os estudos foram realizados a partir das melhores características de operação do Caminhão de Reconhecimento de ¼ tonelada, 4x4, utilitário (esta era a denominação do Jeep dentro do exército americano). O visual do novo veículo foi reestilizado para comportar tudo novo: mecânica, suspensão, parte elétrica entre outras alterações. Nasceu assim o MUTT – Military Utility Tactical Truck ou M151 (figura 7). Este veículo foi fabricado pela Ford e pela Kaiser Jeep de 1959 até 1970 quando deixou de ser produzido pela constatação de um grave problema: seu sistema de suspensão provocava muitas capotagens. Ainda existem muitos deste veículos em uso em vários países, menos nos Estados Unidos, onde muitas unidades novas, 0 Km, esperam seu fim em desmanches militares. Atualmente o veículo padrão no exército americano é o Hummer, que pode ser visto em diversos filmes atuais.
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M151 - MUTT

O Jeep Civil

Antes mesmo da guerra acabar a Willys-Overland percebeu que os populares veículos Jeep poderiam servir ao mercado civil. A frase: “O Jeep em trajes civis” aparecia com grande freqüência na revista da Willys-Overland e em anúncios de jornais publicados durante e logo após a Segunda Guerra Mundial.
A evolução do Jeep para o mercado civil tinha começado antes da vitória. Em 1944 foram desenvolvidos planos para se utilizar o Jeep na agricultura, pois o mesmo teria sucesso garantido se usado como implemento agrícola, carro de trabalho, puxador de peso e além disto levar a família à missa aos domingos. Com este objetivo, 22 protótipos do veículo civil foram produzidos a partir do modelo militar e receberam o nome de CJ-1 (Civilian Jeep).
A partir destes protótipos foi lançado em agosto de 1945 o primeiro Jeep civil, o CJ2A ao preço de US$ 1.090,00. Os anúncios proclamavam: “Uma usina de força sobre rodas”. Possuía uma porta traseira, estepe montado lateralmente, faróis maiores, limpador de para-brisas automático, tampa do tanque de combustível externas e outros detalhes não disponíveis em seus antecessores militares (figura 8). Em 1949, foi lançado o modelo CJ3A, similar ao CJ2A, mas com uma transmissão e caixa de transferência mais robusta.
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O Jeep Civil – CJ2A

O modelo CJ foi atualizado em 1953, para o modelo CJ3B. A carroceria do mesmo recebeu um capô e grade dianteira mais altos para acomodar o novo motor de 4 cilindros Hurricane F-Head, mais robusto que seu antecessor o popular “Go Devil”. No Brasil este modelo devido a sua nova frente mais alta recebeu o simpático apelido de “Cara de Cavalo” (figura 9)
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 CJ3B – o popular “Cara de Cavalo”
Em abril de 1953, a Willys-Overland foi vendida para Henry J. Kaiser por 60 milhões de dólares. A Kaiser introduziu em 1955 o modelo CJ-5, que possui o design de Jeep mais conhecido por todos, pois foi produzido até a década de 80 (figura 10). Melhorias constantes no motor, eixos, transmissões e conforto de assento, fizeram o CJ5 o veículo ideal para o público. Além destes modelos ainda foram produzidos o CJ6, conhecido no Brasil como “Bernardão” que possuía uma distância entre-eixos de 101 polegadas (o CJ5 tinha 81 polegadas entre-eixos) com opção de 04 portas e nos EUA ainda foram produzidos os modelos CJ7 e CJ8, Scrambler, que era a mistura de um Jeep com uma pequena pick-up.
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CJ5 – o último modelo produzido no Brasil
A marca Jeep foi registrada em 1950 pela Willys-Overland, passou para a Kaiser, desta para a American Motor Corporation e finalmente para a Chrysler. Recentemente com a fusão da Daimler-Benz com a Chrysler, a marca ficou com a Daimler-Chrysler com mais de 1.100 registros da marca Jeep em todo o mundo.
Este é apenas um resumo da história deste valente veículo que serviu aos Aliados, contribuindo para a derrota do Eixo e obtenção da paz no mundo (naquela época).


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   ESSE ERA POPULAR - CEMITÉRIO DE JEEPS NO JAPÃO

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NOVO JEEP - QUANTA DIFERENÇA

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UAU! CABE A GALERA TODA!

Austin Gipsy


Com um visual semelhante ao Land Rover, mas ao invés de ter a carroceira de alumínio como o modelo da Rover, o Gipsy usava carroceria em aço, e sofria com a corrosão. Usava uma suspensão independente com molas de borracha, mas tarde usaria feixe de molas na frente e atrás, a motorização era baseada no motor 2.2 do Austin A70 e havia uma versão à diesel. Sua produção foi de 1958 até 1967 quando a BMC se fundiu com a Leyland, e com a fabricação do Land Rover pela mesma empresa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Toyota Bandeirante



Toyota Bandeirante ou Bandeirante é um modelo de automóvel de tração nas quatro rodas da montadora japonesa Toyota, sendo encontrado como jipe curto ou longo, picape e caminhão pequeno.
Em outros países também é conhecido como série J4 da linha Land Cruiser. Foi montado no Brasil, inicialmente ainda sob o nome Land Cruiser FJ-251 (Série J5), a partir de 23 de janeiro de 1958.
Assim, o Land Cruiser brasileiro passou a ser a série J5, em contraste à série J4 japonesa. Mas a série J5 que designa o Land Cruiser brasileiro não pode ser confundida com a série J5 do Land Cruiser japonês, um Station Wagon (perua longa com quatro portas que nos anos 60 foi produzida principalmente para o mercado norte-americano, onde obteve um considerável sucesso).
A fabricação do Bandeirante no Brasil foi nacionalizada a partir de maio Maio de 1962. A produção só se encerrou em Novembro de 2001. Nesse período, o mais longo que um mesmo modelo de automóvel já teve de produção no Brasil, foram montadas 103.750 unidades.
É conhecido pela sua robustez e capacidade de se deslocar em terrenos desfavoráveis aos automóveis de passeio. De 1958 a 1962, foi equipado com o motor 2F da Toyota, um 4.0 de baixa rotação a gasolina, com 6 cilindros e que desenvolvia 110 cv a 2.000 rpm. Logo se viu, porém, que a gula por gasolina desse motor diminuia o alcance do veículo excessivamente, tornando-o inviável para o interior brasileiro daqueles anos. Assim, com a nacionalização da fabricação em 1962, o modelo foi renomeado Toyota Bandeirante e equipado com o motor OM-324 (algumas fontes afirmam o motor ter sido um OM-326) da Mercedes-Benz, um 3.8 a diesel com quatro cilindros que desenvolvia 78 cv a 3.000 rpm e que rendeu o apelido de "Britadeira" ao veículo. Em 1973, o OM-324 foi seguido pelo OM-314, também da Mercedes-Benz. O OM-314 é um 4.0 de quatro cilindros a diesel que desenvolve 85 cv a 2.800 rpm. Esse motor ficaria até 1990, ano em que foi substituído por outro motor Mercedes-Benz, o OM-364. O OM-364 é outro 4.0 a diesel, mas cuja potência é de 90 cv a 2.800 rpm. Foi por causa dos motores OM da Mercedes-Benz que a linha Bandeirante de 1962 a 1994 seria chamada de série OJ5. Mas o ano de 1994 marcaria o fim dos motores da Mercedes-Benz. Naquele ano, o Bandeirante passou a ser equipado com o propulsor Toyota 14B, um 3.7 com quatro cilindros, sempre a diesel, que chega a 96 cv a 3.400 rpm.
Quanto às versões do Bandeirante, eis a relação:
1958: FJ-251 (jipe aberto)
1961: FJ-151L (jipe com lona; "conversível")
1962:OJ-50L (jipe com lona; "conversível")
1963: OJ-50LV (jipe fechado)
1962: OJ-50LVB (perua fechada)
1963: OJ-55LP (caminhonete curta)
OJ-55LP (pequeno caminhão curto)
OJ-55LP-B (caminhonete longa)
OJ-55LP-2B (pequeno caminhão longo)
OJ-55LP-2BL (caminhonete de cabine dupla, duas portas)
1999: OJ-55LP-2BL (caminhonete de cabine dupla, quatro portas)

De modo geral, o Bandeirante sofreu poucas mudanças ao longo de sua fabricação.
Muito ultrapassado em termos de design quando da época do Plano Real, a onda de importações abalou suas vendas em especial por causa do Land Rover Defender.
Como o veículo não atenderia às normas brasileiras de emissão de poluentes que entrariam em vigor a partir de 2002, sua montagem foi encerrada pela Toyota do Brasil. A cerimônia de encerramento da produção do Bandeirante ocorreu na montadora instalada em São Bernardo do Campo no dia 28 de Novembro de 2001 e contou com a participação de cerca de 500 funcionários da empresa.

Jpx



JPX do Brasil Ltda. foi uma empresa criada em 1992 pelo empresário Eike Batista com o objetivo de produzir no Brasil um jipe apto às atividades de mineração do seu conglomerado industrial e que também pudesse atender ao mercado nacional de veículos utilitários. A empresa, após buscar no mercado internacional por um modelo de jipe que pudesse ser fabricado no país sem grandes investimentos em desenvolvimento de produto, adquiriu na França a licença para produção do modelo A-3 da Auverland e passou a montar uma versão modificada do mesmo na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais, sob o nome comercial de JPX Montez.

Principal produto da empresa, o jipe Montez colocado no mercado a partir de 1994, era basicamente uma versão nacionalizada do modelo A-3, jipe utilizado pelo Exército Francês e por diversos outros órgãos governamentais franceses. A JPX utilizava na montagem do Montez várias peças oriundas de outros modelos de veículos nacionais para baratear os custos e facilitar a reposição mas o conjunto motriz era todo importado, composto inicialmente pelo motor Peugeot XUD-9A, caixa de câmbio Peugeot BA-7/5, caixa de transferência Auverland A-80, com eixos e diferenciais italianos da marca Carraro, modelo HS.

O jipe Montez, dotado de uma excelente suspensão, baseada no uso de molas helicoidais, possuía ótima performance no "fora de estrada" e, com isso, foi logo adotado pelo Exército Brasileiro visando substituir suas viaturas mais antigas, o que ampliou ainda mais a visibilidade do modelo no mercado interno.

Marruá 4x4



No dia 06 de Fevereiro, em solenidade de passagem de comando no ARSENAL DE GUERRA DE SÃO PAULO, foi oficialmente apresentado o mais novo produto militar brasileiro.

Trata-se do jipe 4x4 MARRUÁ (boi fujão) cujo primeiro protótipo de três que estão em fase de construção foi apresentado às autoridades alí presentes.

O MARRUÁ é um derivado ao Engesa EE-12, com muitas melhorias em relação ao seu inspirador. É uma viatura militar para transporte de pessoal e/ou carga, com capacidade para transportar 500kg, em qualquer terreno, mais reboque de 250kg e destina-se basicamente ao transporte de quatro homens com equipamento individual.

Está ainda prevista diversas versões como lançador de míssil anticarro, canhão sem recuo de 106mm, metralhadora leve, equipamento de comunicações, ambulância e uma versão alongada.

Sua carroceria é toda em aço com teto e portas em vinilona, janelas de enrolar, com barra de proteção anticapotagem (o famoso Santo Antônio), pará-brisa rebatível com vidro basculante, bancos individuais na frente com regulagem de posicionamento, banco traseiro para dois passageiros. Tampa traseira de abertura lateral, sendo nela afixado o pneu estepe.

Possui painel de instrumentos completo, com sistema de iluminação civil e militar e com comando de chave comutadora tipo NATO.

terça-feira, 26 de maio de 2015

TUPI 4x4

 
TUPI 4x4 
Viatura Blindada Multitarefa Leve de Rodas

Ficha Tecnica

Desenvolvido: Avibras/Renault Trucks Defense
Comprimento: 5,5 metros
Largura: 2,2 metros
Altura: 2,1 metros
Peso: 8 Toneladas
Motor: 4 cilindros e 218 HP.
Tração: 4x4
Capacidade de transporte (carga): 2,5 Toneladas
Capacidade de transporte (Pessoal): 12 Militar
Blindagem: Proteção balística para até 7,62 perfurante
Proteção Anti-Mina: Chapas de aço com revestimento cerâmico contraminas Stanag nivel 3A
Autonomia: 800 quilômetros
Combustivel: diesel ou querosene aeronáutico e biodiesel
Velocidade máxima: 100 quilômetros por hora
Sistema de Proteção: QNB
Pneus: compensação de enchimento
Armamento:
metralhadora .50 em seu teto
lançador de granadas de fumaça
Equipamentos eletrônicos: computadores, sistemas de navegação inercial, sistemas comunicacionais,Radar ,visualizador diurno-noturno, equipamentos Medicos (empregada como ambulância).. etc
OBS: Pode ser transportado  2 Unidades em cargueiros C-130 ou KC 390

A Avibras, empresa do setor de defesa instalada em Jacareí (SP), apresentou nesta quinta-feira (10), o novo veículo militar ‘Tupi 4×4′. O modelo fabricado em parceria com a empresa francesa Renault foi construido para concorrer na licitação para a renovação da frota do Exército brasileiro. A empresa estima que mil vagas de emprego poderão ser geradas.

O veículo blindado, que pesa 8 toneladas, ainda passará por testes do Exército. O governo federal pretende comprar 30 veículos para missões de paz no Haiti, no Líbano e em àreas urbanas do país, como na pacificação das favelas no Rio de Janeiro. O Tupi pode ser carregado com armas ou pequenas tropas.

Os testes serão feitos até junho. O gerente de negócios da Avibras, Marcos Agmar de Lima, disse que se aprovado, a fabricação do novo veículo pode gerar cerca de mil empregos na região. “A previsão é que gere cerca de 250 empregos diretos e de 750 a 800 indiretos”, disse.

A Avibras preferiu não revelar o valor investido no projeto, que demorou quatro meses para ser concluído. “Acreditamos ter produzido o melhor veículo entre os concorrentes e estamos bem confiantes”, afirmou Lima.

O auge da produção da Avibras foi na década de 80. Nos últimos cinco anos a empresa passou por problemas financeiros e por três vezes houve demissão em massa. Em 2013, a empresa anunciou a assinatura de um contrato de fornecimento de lançadores de foguetes para a Indonésia, um acordo de mais de R$ 900 milhões.
A Avibras Aeroespacial S/A apresenta hoje, na sua unidade de Jacareí, o Tupi, veículo blindado leve, de 8 toneladas para emprego militar.
O equipamento foi desenvolvido pela empresa para participar do processo de seleção lançado pelo Exército Brasileiro, para o programa do blindado Guarani.
O Tupi é uma viatura 4X4, sobre rodas, multitarefa.
A empresa não forneceu detalhes do novo equipamento, mas o gerente de desenvolvimento de negócios da Avibras, Marcos Agmar, disse que o Tupi foi desenvolvido em tempo recorde.
A Avibras se associou à francesa Renault para desenvolver o veículo, que foi batizado de Tupi para fazer uma composição com o Guarani.
O Tupi utiliza chassis da montadora francesa e pode ter emprego múltiplo.
Segundo o executivo da Avibras, a viatura pode transportar até 12 pessoas.
Ela pode ser empregada como ambulância, também carregar radar e até armamento de pequeno porte, como uma metralhadora.
“Ela foi desenvolvida em cinco meses para participar do processo de seleção do Exército Brasileiro”, disse.


família. Especialista em assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), Expedito Bastos, disse que no ano passado o Exército Nacional lançou edital para selecionar um veículo blindado leve para compor a família do blindado Guarani.
“É um veículo que deve ser vir de apoio ao Guarani, que terá duas versões uma 6X6 e outra 8X8”, disse Bastos.
Ele relatou que é um processo de seleção internacional e que, possivelmente, deve ter a participação de concorrentes estrangeiros.
O especialista afirmou que a Avibras tem competência para desenvolver blindados.
“O problema da Estratégia Nacional de Defesa é que todos os projetos são para ontem. Então, quando acontece o lançamento de um novo programa, as empresas nacionais têm que se apressar, se associar com estrangeiras para participar do processo”, declarou.

Blindado. No final de março, o Exército Brasileiro recebeu o primeiro lote de 13 blindados Guarani.
Desenvolvido a partir de pesquisas empreendidas por diferentes unidades do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, a família de blindados Guarani está sendo produzida em parceria com a multinacional italiana Iveco, que construiu um módulo industrial para esse fim na cidade de Sete Lagoas (MG).
O Guarani irá substituir as famílias de blindados Urutu e Cascavel (fabricados pela antiga Engesa) e que estão em operação há quase 40 anos nas Forças Armadas.





quinta-feira, 7 de maio de 2015

Lada Niva está de volta à America Latina


Lada/Divulgação

A Lada não quis engavetar seu projeto de maior sucesso no mundo, o Niva. O modelo, que marcou a abertura das importações de veículos no Brasil, foi reformulado em junho do ano passado e mudou até de nome, mas não de proposta. Agora ele chega ao Chile, na versão 4X4 Urban, pelas mãos de um importador independente, chamado Distrubuidora Automotriz Cono Sur. 
Por lá ele é oferecido por cerca de R$ 33 mil, equipado com tração integral e reduzida - como entrega o seu nome -, motor 1.7 a gasolina de 83 cv, torque máximo de 13,1 mkgf e câmbio manual de cinco marchas. A velocidade máxima é de 142 km/h.
Com 3,74 metros de comprimento, 1,68 m de largura, 1,64 m de altura e distância entre-eixos de 2,2 m, o novo Niva tem duas portas e visual "retrô", sem muitas mudanças em relação ao de 1979, ano de seu lançamento. Em termos de equipamentos, o 4X4 Urban tem ar-condicionado, vidros e travas elétricas e espelhos externos aquecidos.