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domingo, 6 de dezembro de 2015

INFORMAÇÕES DE PNEUS PARA CAMINHONETES RURAL WILLYS E F-75

O pneu original da Rural 4x4 medida 7.10-15 tipo Cidade Campo com desenho borrachudo é um pneu desenvolvido na decada de 50 que não é mais fabricado no Brasil. Alguns fabricantes ainda oferecem o pneu 7.10-15 mas somente do tipo liso para uso em asfalto principalmente na Rural 4x2. O pneu original 7.10-15 tem largura da seção de 7.10 polegadas e monta no aro original (5K x 15) de 15 polegadas. Aqui você encontra informações para ajudar na escolha de um pneu alternativo para sua Rural Willys. A montagem de 4 pneus radiais no tamanho correto é uma das melhores modificações que você pode fazer na sua Rural para melhorar a direção e estabilidade. Os pneus afetam diretamente a estabilidade, segurança, conforto, vão livre, consumo e ruido da Rural e são portanto itens muito importantes na manutenção do veículo.
Hoje em dia existem muitos tamanhos de pneus radiais utilizados nas modernas caminhonetes (Ranger, S-10, Hilux etc...) e que podem ser montados na Rural. Alguns pneus modernos tipo radial (215/75-15, 215/80-R15, 225/75-R15, 205/80-R16, 215/80-R16 etc...) podem não ser compativeis com os aros estreitos da Rural que tem diâmetro de 15 polegadas, largura de 5 polegadas e usam camara de ar. Para verificar a boa adaptação de pneus na Rural é necessário montar os pneus e rodar alguns quilometros com carga e sem carga fazendo curvas para ambos os lados para sentir o comportamento dinâmico do veiculo e ver se os pneus não raspam na carroceria ou outras partes. É impossivel verificar se pneus são bons com a Rural estacionado dentro da loja de pneus. É necessário sair para dar uma volta com a Rural e os pneus novos antes de fechar negocio ou então procurar outra loja (algumas lojas permitem fazer um test drive com os pneus novos antes de fechar negocio). Um metodo alternativo para verificar se os pneus encostam na carroceria é pedir para alguem balançar vigorosamente a caroceria da Rural (com e sem carga) enquanto se olha por baixo para ver se os pneus encostam nos paralamas ou chassi. Para simular carga máxima coloque umas 7 pessoas ou 500kg dentro da Rural. As lojas de pneus sempre vão tentar vender os pneus mais caros disponíveis em estoque sem realmente se importar se vai funcionar bem na sua Rural, portanto MUITO CUIDADO AO ESCOLHER NOVAS MEDIDAS DE PNEUS! Não compre pneus apenas pela aparência. O uso de pneus mais largos pode danificar a carroceria e limitar o angulo de esterçamento (giro) das rodas dianteiras e ainda tornar a direção mais pesado. O uso de pneus de diâmetro maior pode sobrecarregar o eixo traseiro (ponta de eixo e diferencial) e a caixa de marchas alem de diminuir a eficiência dos freios. Pneus radiais modernos podem tranquilamente durar mais de 50.000km e uma decisão errada na escolha de pneus poderá causar muitos anos de "dor de cabeça" com a sua Rural ou significar o sucateamento dos pneus e a troca por outros. O mais importante é acertar a medida e tamanho do pneu deixando a marca do pneu em segundo plano porque a Rural em condições normais de baixa velocidade não requer pneus de alto desempenho ou de qualidade excepcional.
Pneus maiores constumam raspar na barra de direção ao lado da roda dianteira esquerda quando se faz curva para esquerda e no chassi e paralama traseiro quando a Rural deita na curva ou abaixa a suspensão com carga. O pneu original 7.10-15 era comum em carros e caminhonetes da decada de 40/50/60 e inclusive foi usado no GM Veraneio antigo. O pneu 7.10-15 é um pneu estreito com um perfil alto enquanto os pneus radiais modernos são largos com perfil baixo o que torna difícil a adaptação de pneus radiais na Rural. Os pneu radial com diâmetro externo mais proximo do pneu original 7.10-15 é o pneu 215/80-R15 (Pirelli ST ou Michelin XPC usados no Nissan antigo) e 225/75-R15 (usado na S-10, Ranger e Cherokee). Se voce colocar aros de 16 polegadas na Rural uma boa alternativa pode ser os radiais estreitos 205/80-R16 ou o 215/80-R16 que já vi montado em varias Rural. Existe um pneu lameiro borrachudo marca Fate-O Argentino medida 7.00-15 que pode ser montado na Rural porem o diâmetro é maior (760mm) em relação ao diâmetro original (aprox. 720/729mm) e o desgaste rodando em asfalto é grande. Ao comprar pneus radiais para sua caminhonete você pode escolher entre desenhos de banda de rodagem para asfalto ou para terra (tipo AT All Terrain) conforme o uso e o visual desejado. Os pneus tipo borrachudo para terra podem apresentar mais ruido e maior desgaste rodando em asfalto em alta velocidade. A maioria dos fabricantes de pneus e algumas lojas oferecem informações basicas como modelos e medidas disponiveis em sites na internet Ex:Firestone Brasil , JB Pneus , Pirelli , Goodyear .
A minha recomendação é não usar pneus mais largos do que 215mm ou no máximo 225mm (o pneu original 7.10-15 tem largura de 185mm) e revisar a suspensão e jumelos antes de instalar os pneus maiores. Se voce pretende usar pneus mais largos do que o original será necessário levantar ligeiramente a suspensão traseira para evitar que o pneu encoste na carroceria em curvas. A suspensão pode ser levantada um pouco arqueando as molas e/ou instalando jumelos maiores. Caminhonetes Rural com a suspensão cansada (baixa) ou com folga lateral apresentam mais problemas na adaptação de pneus maiores e mais largos. A Rural fabricado a partir de 1970 tem suspensão traseira com laminas mais largas e reforçadas e que diminui as chances do pneu raspar na carroceria. Com pneus mais largos qualquer problema na suspensão (ex: quebra de mola) irá fazer o pneu raspar na carroceria, especialmente com carga. O uso de pneus extra largos como 255mm requer levantar bastante a suspensão e talvez recortar paralamas e caixa de rodas para evitar interferência do pneu na carroceria. A Rural tem dois parafusos de ajuste no eixo dianteiro onde você pode ajustar o batente do angulo máximo de giro das rodas para evitar que os pneus encostem no braço de direção ou outras partes quando virar a direção.
Evite os pneus muito pequenos como o 205/75-R15 (diâmetro 688mm), 195/80-R15 (diâmetro 693mm) e 215/75-R15 (diâmetro 703mm) que ficam melhor nos mini utilitários 4x4 como o Terios e Suzuki. Estes pneus apesar de montarem bem nos aros originais da Rural, diminuem a altura da Rural e ainda encurtam demais a relação de marchas que na Rural já é curto. Existem muitas outras medidas de pneus que chegam ao Brasil em caminhonetes importadas porem estes pneus não são fabricados no Brasil e podem ser difícil de encontrar como reposição.
O aro original 5Kx15 tem largura de 5 polegadas é um pouco estreito para os pneus radiais hoje disponiveis no mercado e que requerem aros com larguras de 6 a 7 polegadas. Você pode usar os aros originas da Rural com pneus de no máximo 225mm de largura mas o ideal seria não usar pneus mais largos que 215mm. Se você comprar rodas novas deve tomar muito cuidado pois existem varias medidas de Offset, a distancia entre a linha de centro do pneu a a superficie de ancosto da flange central do aro. A compra da roda errada irá aumentar ou diminuir a bitola da Rural fazendo o pneu raspar na parte de dentro ou de fora da carroceria. Com os aros originais os pneus traseiros ficam corretamente alinhados no centro da caixa de roda e a direção é leve. A escolha do aro correto é tão importante quanto a escolha do pneu. Os aros não originais vendidos hoje em dia são feitos especialmente para F-1000, JPX, Land Rover etc e são apenas adaptados na Rural.As rodas de ferro originais da Rural aro 15 polegadas ainda podem ser encontrados novos no comércio em SP por aprox. R$ 45,00 cada (02/2000). As rodas originais Willys aro 16 (tambem disponiveis no comércio) eram usados na Pick Up Jeep e F-75 e não tem encaixe para as calotas cromadas originais da Rural 4x2. Uma opção é utilizar aros de roda disponíveis no mercado marca Mangels, Borlem, Scorro e similares porem o veículo perde a sua originalidade. A roda da Rural usa 5 porcas de fixação cônicas distribuidas num circulo padrão SAE diâmetro 5-1/2" (139,7mm) e tem um furo de centro com diâmetro 4-1/4" (108mm) e você deve tomar o cuidado de adquirir rodas com furação e encosto compatível com o cubo de roda e parafusos da Rural e offset similar. Leia mais sobre as rodas da Rural e como medir o offset neste site.
Para rodar sempre no campo aberto com tocos de madeira ou em estradas com muitas pedras prefira os pneus tipo original de construção diagonal que são mais resistentes nas laterais (flanco) e tem as laterais mais retas sem saliências típicas de pneus radiais. Para rodar em asfalto e caminhos sem pedras os modernos pneus radiais são mais seguros e duráveis. É sempre bom lembrar que a mudança do tamanho dos pneus vai afetar a relação das marchas e o desempenho do veículo em cada marcha, e a precisão do velocímetro e odômetro.
A correta calibragem dos pneus é muito importante porque afeta diretamente a durabilidade, segurança e conforto dos pneus. Sempre que possível verifique com outros proprietários de Rural quais as medidas de pneus quefuncionam bem ou não funcionam na Rural.
A Pick Up Willys e Ford F -75 usam aros de 16 polegadas com largura de 5 polegadas e tem o diferencial com relação mais reduzida e podem usar pneu com as medidas originais 6.50-16 ou a alternativa radial 215/80-R16facilmentre disponível de todas as marcas nacionais e com varios desenhos. A pick up militar F-85 "cachorro louco" usa aros especiais diâmetro 16 polegadas e largura 5-1/2 polegadas para montar os pneus maiores 7.50-16. Nos veículos 4x4 não esqueça que os pneus dianteiros devem ter exatamente o mesmo diâmetro dos pneus traseiros para não forçar o sistema de transmisão que interliga os dois eixos.

Tabela Firestone Cidade Campo
O folheto acima foi retirado de um livro de Dados Técnicos Pneus Firestone de 1957. O pneu original da Rural 4x4 era o modelo Cidade Campo medida 7.10-15 e você pode ver suas especificações na tabela acima. Abaixo vão as medidas convertidas para millímetros. Estas medidas servem de referência para você achar um pneu mais moderno no mercado com medidas similares. Consulte o manual do proprietário para pressão correta dos pneus originais.
Especificações Pneu Original Firestone Cidade Campo 7.10-15
Diâmetro Externo:729mm (28,7 polegadas)
Largura Maxima do pneu185mm (7,3 polegadas)
Capacidade de carga modelo 4 lonas:450kg com pressão de 24 libras.
Capacidade de carga modelo 6 lonas:515kg com pressão de 30 libras

Pneus 7.10-15 tipo borrachudo disponíveis no Brasil nas decadas de 60/70/80:
MarcaModeloMedidaObservações
FirestoneCidade Campo7.10-15Pneu mais comum na Rural 4x4
PirelliRodo Rural7.10-15-
GoodyearSuburbano7.10-15-
BF GoodrichSilvertown Trailmaker7.10-15Pneu raro que foi fabricado no Brasil
Puma-7.10-15Importado do Uruguai na decada de 80
Pneu Puma Foto: 7.10-15 Puma com aro original (usei de 1986 até 2001)

Algumas medidas de pneus alternativos que já vi instalados em Rural Willys. Algumas medidas necessitam de aros especiais maiores e/ou mais largos para uma boa montagem. (Nota: Não tenho maiores informações portanto não posso recomendar estas medidas):
215/80-R16 radial (diâmetro externo 750mm) (É comum encontrar esta medida de pneu na Rural 4x4 com bons resultados e com a vantagem de ser um pneu muito fácil de encontrar no mercado. Precisa usar aro 16" da F-75 ou aro alternativo de 16 polegadas)
205/80-R16 radial (diâmetro externo 734mm)
225/75-R15 radial (diâmetro externo 718mm) (já vi varias Rural com esta medida de pneu)
235/75-R15 radial (diâmetro externo 733mm) (este pneu é um pouco largo demais para a Rural e pode raspar na carroceria, eu não recomendo usar sem levantar a suspensão)
700x16 Goodyear Papaléguas 10PR (pneu convencional para asfalto usado em caminhonetes e pequenos caminhões)
7.00-15 Pneu diagonal aro 15 polegadas com desenho lameiro importado da Argentina ou Chile das marcas Firestone e Fate-O. É um bom pneu, super reforçado, para quem quer usar a Rural 4x4 no barro e na trilha com pedras. O diâmetro externo é um pouco grande mas o pneu não é muito largo e ele monta nos aros originais 15" da Rural. Este pneu não é recomendado para quem vai rodar exclusivamente no asfalto devido a maior desgaste e ruido do desenho lameiro da banda de rodagem.
215/80-R15 radial (diâmetro externo 725mm) Acabo de instalar um par de pneus 215/80-R15 radiais de uso misto marca Michelin 4x4 XPC no eixo traseiro da minha Rural 4x2 porque após muitas pesquisas cheguei a conclusão que este pneu tinha medidas o mais proximo dos pneus originais 7.10-15 Cidade Campo. O diâmetro externo é um pouco maior que o pneu original. Após montar os pneus observei que o diâmetro externo é quase identico ao original enquanto a largura é um pouco maior o que melhora a aparência sem raspar na carroceria. O pneu Michelin 4x4 XPC é equipamento original da caminhonete Range Rover, Defender e Freelander e projetado para rodar no asfalto com algumas incursões em estradas de terra. Já rodei 2000km (até 01/2001) com este pneu com pressão de 28 e 32 libras com bons resultados, melhora no conforto e uma rolagem mais livre com menos atrito mas vou testar varias pressões para achar a melhor pressão de calibragem. Este pneu absorve as pequenas imperfeições do asfalto e transmite menos vibrações para a carroceria. Rodando com pressão de 32 lbs este pneu não esquenta e fica apenas morno na banda de rodagem (os meus antigos pneus 7.10-15 lisos esquentavam muito). O funcionamento deste pneu com a suspensão de feixe de molas da Rural pareçe boa com o pneu absorvendo as pequenas imperfeições da estrada e a suspensão trabalhando nas ondulações e buracos maiores. Os sulcos retos deste pneu tem a tendência de segurar pequenas pedras que são lançadas em alta velocidade quando o veiculo ganha velocidade e a pedra se solta, parece um tiro quando bate na carroceria por baixo. Estarei escrevendo sobre este pneu nos proximos meses após rodar em varios tipos de estradas. Em relação ao pneu original tipo Cidade Campo este pneu radial (com 28 lbs de pressão) parece mais sensível a cortes de pedras e buracos na parte lateral (flanco) proximo a banda de rodagem onde o pneu forma uma saliência (barriga) típico de pneus radiais. Com 32 libras de pressão a saliência fica menor e talvez normal para um pneu radial. O pneu é muito silencioso na estrada de asfalto em velocidades testadas de até 100km/h. No eixo dianteiro este pneu se mostrou bom e não afetou ou talvez até melhorou a dirigibilidade da minha Rural 4x2. Montei este pneu nos aros originais da Rural (com calotas cromadas) que tem largura de 5 polegadas porem a largura ideal recomendado pela Michelin é de 6 a 7 polegadas. Este pneu pode tambem ser adquirido por encomenda da fabrica Pirelli (modelo Scorpion ST importado) através de qualquer revenda. Esta medida de pneu era usado por volta de 1995 nos utilitários Nissan Pathfinder, Pick-Up Nissan 4x4 e Nissan Terrano e poderá ser encontrado nas revendas autorizadas Nissan. (05/2000). Este pneu ainda é visto nas caminhonetes Nissan, pricipalmente como pneu original do estepe na porta traseira.
Acabo de instalar (07/2001) mais um par de pneus 215/80-R15 desta vez da marca Pirelli Scorpion ST (fabricado na Inglaterra!) . O resultado de rodar na minha Rural 4x2 com quatro pneus radias nesta medida é excellente com mais conforto, melhor direção e ausencia de barulho de pneus em alta velocidade. Este pneu custa hoje R$260,00 na Pirelli e R$370,00 na Michelin (!). Com 4 pneus radias novos e modificações na direção posso agora dizer que minha Rural anda reto na estrada como um veículo novo.
Michelin 4x4 XPC Pirelli Scorpion ST
Fotos: 215/80-R15 Michelin 4x4 XPC c/ aro original e 215/80-R15 Pirelli Scorpion ST c/ aro original
Aro 16" da F-1000 com pneu radial Firestone
Tabela de Resumo Principais Medidas de Pneus
MedidaLarguraDiâmetro ExternoTamanho AroTipoObs.
7.10-15185mm729mm15 pol.Pneu DiagonalPneu original de Fábrica da Rural Willys
6.50-16176mm748mm16 polPneu DiagonalPneu original da Pick Up Willys/F-75
205/75-R15205mm688mm15 pol.Radial 
215/75-R15215mm703mm15 pol.Radial 
225/75-R15225mm718mm15 pol.RadialPneu orig. Cherokee Sport, S-10 e Ranger
235/75-R15235mm733mm15 pol.RadialPneu original da GM Blazer
215/80-R15215mm725mm15 pol.RadialOtima medida Radial para Rural
205/80-R16205mm734mm16 pol.Radial 
215/80-R16215mm750mm16 pol.RadialPneu original da Toyota Hilux
255/75-R15255mm763mm15 pol.Radial 
195/80-R15195mm693mm15 pol.RadialPneu original Suzuki Grand Vitara e Freelander
6.00-16170mm730mm16 pol.Pneu DiagonalPneu Original do Jeep CJ-5
7.00-15202mm752mm15 polPneu diagonalPneu lameiro importado Firestone ou Fate-O
7.50-16210mm806mm16 pol.Pneu diagonalPneu convencional ou lameiro grande. Original na F-85 militar cachorro louco.
7.00-16198mm778mm16 pol.Pneu diagonalPneu convencional
A tabela acima não é uma recomedação de pneus para Rural e serve apenas para comparar algumas medidas e tamanhos disponiveis no comercio. Procuramos novas medidas de pneus para substituir os pneus originais. Mande sua sugestão de pneus para nosso Webmaster

LUBRIFICAÇÃO DA RURAL WILLYS

A Rural Willys requer um cuidado especial quanto aos intervalos de lubrificação e tipos de lubrificantes utilizados. Na época de fabricação da Rural nas decadas de 50/60/70, os lubrificantes eram de menor qualidade e os intervalos de troca eram muito curtos significando trocas frequentes de óleo. A Rural possui entre 13 e 29 pinos graxeiros conforme o modelo. As vedações deficientes nas articulações da direção requer a reposição frequente da graxa. O programa original de lubrificação pode ser ajustado para os óleos e graxas de qualidade superior disponiveis hoje no mercado. Para obter informações detalhadas de lubrificação recomendadas pelo fabricante Willys Overland sugiro consultar o manual do proprietário neste site.ATENÇÂO: As dicas de lubrificação nesta pagina são o resultado da minha experiência pessoal na manutenção de um veiculo Rural Willys ano 1968 6 cilindros durante mais de 20 anos e não contem garantias implicitas. Em caso de duvidas sempre siga as recomendações originais do fabricante consultando o manual do proprietário original do seu veiculo.
TABELA GERAL DE LUBRIFICAÇÃO ORIGINAL
Partes a LubrificarLubrificante Recomendado pela Fábrica
Motor Willlys 6 cilindrosÓleo SAE-30, SAE20W-40, SAE20W-50
Caixa de 3 ou 4 marchasÓleo Mineral Puro SAE-90 GL1
Caixa de Transferência/ReduzidaÓleo Mineral Puro SAE-90 GL1
Diferencial Dianteiro/TraseiroÓleo Mineral EP SAE-90 GL5
Diferencial Anti-DerrapanteÓleo Hipoide SAE-90 No.BC7C-19580-E
Caixa de direçãoÓleo Mineral Puro SAE-140 GL-1
Cruzetas Eixos CardanGraxa para Chassi
Pinos Graxeiros nas ArticulaçõesGraxa para Chassi
Rolamentos das RodasGraxa de Litio NGLI-2
Cabo do FreioGraxa Grafitada
Lâminas do Feixe de MolasGraxa Grafitada

MOTOR 6 CILINDROS Willys BF-161
Recomendação de Fábrica: Usar óleo para motor SAE-30 MS, MM ou ML. Trocar a cada 1.500 km. (Até 1968)
A partir de 1969 o óleo recomendado no Manual do Proprietário passou a ser o 20W-40 ou 20W-50 com trocas a cada 3000km
No inicio da fabricação da Rural não existiam óleo multiviscosos no Brasil e a fabrica recomendava um óleo com viscosidade SAE-30 que era satisfatório para as temperaturas e condições médias de uso no Brasil. Hoje em dia você pode continuar usando um óleo para motor SAE-30 ou optar por um óleo multiviscoso tipo SAE-20W-40 ou SAE20W-50 que passaram a ser recomendados para o motor BF-161 a partir de 1969. O óleo SAE 20W-40 é menos viscoso (mais fino) em baixas temperaturas comparado ao óleo SAE-30 e proporcionará uma melhor lubrificação na partida do motor em climas muito frios. Motores usados continuamente em alta temperatura no verão e motores com maior desgaste e alto consumo de óleo em clima quente podem usar óleo SAE-40 ou SAE20W-50que tem maior viscosidade preenchendo melhor as folgas do motor e reduzindo o consumo de óleo (eu usei este óleo SAE-40 antes de reformar o meu motor). Em motores recondicionados é recomendável usar um óleo monoviscoso mais fino tipo SAE-20 com baixa aditivação no primeiro enchimento durante os primeiros 250km para proporcionar um melhor assentamento inicial das peças (mancais, cilindros, etc) aumentando a vida futura do motor. Depois use um óleo na viscosidade normal SAE-30 ou SAE 20W-40 , SAE 20W-50 ou outro escolhido conforme o clima e utilização do veiculo. O intervalo de troca recomendado no manual do proprietário é de 1.500km (3000km a partir de 1969) mas poderá ser alongado para algo como 3000km usando um óleo moderno que possui uma aditivação melhor. É importante limpar o parafuso de drenagem do óleo (bujão magnético) durante a troca de óleo. O parafuso possui um ima que retêm particulas metalicas evitando que circulem no óleo. A troca do filtro de óleo a cada 6.000km requer a remoção da tampa do filtro e o esvaziamento do óleo do filtro com uma bomba manual ou a ponteira de uma maquina de troca de óleo a vacuo. Ao montar a tampa do filtro tome cuidado com a correta colocação do anel de vedação de borracha que costuma escapar ao apertar provocando um grande vazamento de óleo que pode fundir o motor. Prefira usar o vedador de borracha velho que já esta bem encaixado na tampa do filtro. No parafuso de fixação da tampa do filtro coloque uma arruela de cobre, alumínio ou fibra para evitar vazamentos. Após montar o filtro deixe o motor funcionando alguns minutos e verifique vazamentos. O manual do proprietário recomenda limpar periodicamente a tela do filtro-boia do óleo no carter do motor. Observe sempre a luz espia vermelha da pressão do óleo no painel de instrumentos porque pode indicar um vazamento de óleo, defeito na bomba, ou nível do óleo baixo. O minha luz espia do óleo costuma apagar aproximadamente dois segundos após ligar o motor. Uma vez a luz espia acendeu quando parei a Rural subindo uma rampa muito inclinado. A capacidade de óleo do motor 6 cilindros BF-161 é 6 litrostotal ou 5 litros sem drenar o filtro. Não esqueça de trocar o óleo do filtro de ar colocando o mesmo tipo de óleo usado no motor.
Estou usando oleo para motor SAE 20W/40 a mais de dez anos desde quando fiz a reforma total do meu motor com 110.000km. Hoje minha Rural tem 148.000km portanto já rodei 38.000km com este tipo de óleo sem problemas . Inicialmente eu usei o óleo Shell Super 20W/40 durante aproximadamente 25.000km depois troquei para Castrol GTX 20W/40 que uso até hoje sem problemas. Agora (11/2000) o óleo Castrol 20W-40 saiu de linha então vou voltar a usar o óleo Shell Hélix 20W/40 ou similar. Troco o óleo a cada 2000/4000km ou pelo menos uma vez por ano se esta quilometragem não for atingido. Hoje em dia todos os óleos devem atender especificações internacionais de desempenho e dificilmente você vai encontrar um óleo de marca de renome que seja prejudicial ao seu motor. O mais importante é escolher a viscosidade correta do óleo para as condições do seu motor e clima, trocar regularmente o óleo e não misturar óleos de tipos e marcas diferentes.
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Tabela Comparativa de viscosidade dos principais óleos para motor. (cSt = unidade de viscosidade em centistokes)
Tipo de ÓleoViscosidade a 40oCViscosidade a 100oCObservações
SAE-2065 cSt típico5,6 a 9,3 cStÓleo menos viscoso (fino). Usar apenas para amaciamento.
SAE-3085 cSt típico9,3 a 12,5 cStÓleo recomendado pelo fabricante Willys Overland até 1968
SAE-40140 cSt típico12,5 a 16,3 cStÓleo mais viscoso (grosso) para motores desgastados
SAE-20W/40120 cSt típico14,0 cSt típicoÓleo recomendado pela Ford a partir de 1969
SAE-20W/50180 cSt típico21 cSt típicoÓleo alternativo recomendado pela Ford a partir de 1969
Nota: Sempre que fizer uma reforma de motor é importante verificar o funcionamento da bomba de óleo e trocar por um novo se necessário. A bomba pode ser testada medindo a pressão do óleo quente em varias rotações e medindo as folgas internas da bomba. Veja como na seção Dicas de Manutenção neste site. A pressão em marcha lenta (600rpm) deve ser no mínimo 6psi e a 2.000rpm deve ser 20psi. Para medir a pressão é necessário instalar um manômetro com rosca 1/4 NPT no lugar do tampão no bloco do motor logo a direita da bomba de óleo. É recomendável instalar um relógio acessório de pressão do óleo no painel da Rural para verificar as condições de lubrificação do motor. É recomendável retirar o carter para uma limpeza do fundo do carter e tela do pescador de óleo da bomba. As pertículas metalicas do desgaste do motor ficam depositados no fundo do carter porque o carter é horizontal e a sugeira não sai quando você troca o óleo. Quando desmontar o carter não esqueça de trocar a junta que custa muito barato (aprox. R$6,00). A Willys recomendava limpar o carter uma vez por ano. Eu desmontei meu carter para limpar após 13 anos (1988-2001) e descobri uma camada fina de sugeira no fundo porem a tela flutuante do filtro-boia da bomba estava limpo.
MOTOR FORD 4 CILINDROS: No motor Ford OHC 2.300 de 1975 o óleo recomendado no manual do proprietário era o SAE 20W-40 SE com trocas a cada 5.000km. A troca do filtro de óleo era recomendado a cada 10.000km.

CAIXA DE MARCHAS
Recomendação de Fábrica: Usar óleo mineral para transmissões SAE-90. Trocar a cada 19.500 km. Obs: Nunca usar óleo tipo hipoidal.
A fabrica recomendava usar um óleo mineral puro para transmissões SAE-90 que era muito comum na época de fabricação da Rural. Eu sempre usei na minha Rural (até 137.000km) um óleo deste tipo da Texaco (Thuban SAE-90 GL-1) que hoje não é mais fabricado. Estou pesquisando com outros fabricantes de óleo para saber quem ainda fabrica este tipo de óleo para achar um substituto. A Texaco, Valvoline e Castrol me informaram que não fabricam mais este tipo de óleo. Voce poderá encontrar algum estoque antigo e empoeirado em alguma loja ou posto de combustivel. A solução é encontrar um óleo alternativo que tenha caracteristicas proximas do óleo SAE-90 GL-1 recomendado pela Willys.Para a caixa de marchas o importante é escolher um lubrificante com viscosidade correta e sem aditivos prejudiciais aos componentes da caixa de marchas. Alguns óleos de extrema pressão (tipo EP) com alta aditivação (tipo GL-4, GL-5) desenvolvidos para diferenciais hipoidais possuem aditivos (enxofre, fósforo, cloro, zinco, chumbo etc...) que reagem com o cobre e suas ligas (latão, bronze) danificando os mancais, aneis sincronizadores e outras peças da caixa. Estes óleos usados continuamente em alta temperatura podem tambem formar uma borra preta que entope os canais de lubrificação causando a engripamento e quebra da caixa de marchas. O uso de óleos tipo EP GL-4 ou GL-5 pode resultar em sérios danos à caixa de marchas da Rural Willys. Nunca use este tipo de óleo.Cuidado com os lubrificadores e frentistas de postos de combustivel que não conhecem os diferentes tipos de óleo e podem tentar empurrar/vender o óleo errado já que consideram tudo igual. Procure sempre usar um oleo mineral para engrenagens com especificação GL-1 ou então o óleo SAE-50 que menciono a seguir. As engrenagens da caixa de marchas trabalham com cargas pequenas quando comparado a um diferenncial e não precisam de um óleo de extrema pressão porque a condição de extrema pressão simplesmente não existe na caixa de marchas.
Eu já ouvi reclamações de desgaste de buchas e quebra de aneis sincronizadores na caixa da Rural e Jipe e comentários de que a caixa Willys não presta. Porem, hoje a maioria das Rural estão rodando com o óleo de diferencial (GL-5 e GL-4) na caixa de marchas o que é errado e pode ser a causa de muitos problemas. As pessoas colocam óleo GL-5 porque é fácil de achar nos postos, os frentistas e entendidos dizem que é bom, e o rotulo diz que é para serviço pesado o que da a impressão de que vai proteger mais as engrenagens. O óleo GL-5 foi desenvolvido para diferenciais hipoidais e é até usado em reduções finais de tratores que sofrem cargas enormes mas nunca deve ser usado em caixas de marchas sincronizadas. Em último caso numa situação de emergência se tiver que decidir entre um óleo GL-4 e um óleo GL-5 prefira o óleo GL-4 que possui aproximadamente a metade da aditivação do óleo GL-5 sendo assim menos prejudicial à caixa de cambio. Uma alternativa provisoria para situações de emergência na estrada ou na trilha é usar um óleo de motor SAE-40 na caixa de marchas da Rural já que este óleo tem viscosidade razoavel e é facilmente encontrado em postos de todo o Brasil (trocar por um óleo mais viscoso tão logo possível)
Evite de usar aditivos para caixa de mudanças tipo Molycote ou similares. Um colega estragou uma caixa de Toyota Bandeirante antigo após usar este aditivo. Os sincronizadores passaram a não funcionar e a Toyota passou a arranhar a troca de marchas. Os aneis sincronizadores precisam de um atrito controlado para funcionar e um óleo ou aditivo errado pode mudar o atrito e estragar a boa troca de marchas.
Hoje na caixa de 3 marchas da minha Rural 4x2 estou usando como óleo alternativo um óleo de motor SAE-50 (Shell Motor Óleo SAE-50 SE) que possui viscosidade equivalente ao óleo SAE-90 e não prejudica os componentes de latão e bronze da caixa de mudanças. A maioria das pessoas acham que o óleo SAE-50 é muito mais fino do que o óleo SAE-90 mas isto não é verdade. As viscosidades são quase equivalentes e a diferença na numeração é apenas uma convenção bem bolada para evitar que óleos de transmissão sejam usados por engano em motores e vice-versa. Se esta numeração diferenciada não existise os óleos de motor e transmissão teriam a mesma numeração o que certamente causaria uma grande confusão na hora de trocar o óleo. Veja a tabela logo abaixo que compara a viscosidade de um óleo SAE-50 com um óleo SAE-90:
Tabela Comparativa da Viscosidade de Óleos (cSt = unidade de viscosidade em centistokes)
Tipo de ÓleoViscosidade a 40oCViscosidade a 100oC
Óleo de Transmissão SAE-90180 cSt típico13,5 a 24,0 cSt
Óleo de Motor SAE-50200 cSt típico16,3 a 21,9 cSt

Estou usando o óleo SAE-50 já a 13.000km (07/2002) sem problemas e a minha caixa de marchas continua super silenciosa e fácil de trocar marcha. A minha caixa com 150.000km ainda esta original e nunca foi aberta ou desmontada. O óleo SAE-50 é um óleo desenvolvido para motores mas é recomendado tambem por varios fabricantes de caixas de marchas (Eaton, Volvo, e outros) para alguns tipos de caminhões e utilitários. Nos Estados Unidos é muito comum usar óleo SAE-50 sintético na caixa de marchas de caminhões. A maioria das motocicletas tambem utilizam óleo de motor na caixa de marchas. Já fiz 3 trocas de óleo com o óleo SAE-50 e não percebi nenhuma alteração ou presença de particulas metálicas no óleo velho drenado da caixa. Quando voce drenar o óleo da caixa verifique a presença de particulas metalicas no fundo da caixa que podem indicar algum desgaste anormal se forem encontradas em grande quantidade. Sugiro drenar o óleo velho numa garrafa de refrigerante ou água mineral de plástico transparente cristal de 2 litros (cortar fora a parte de cima da garrafa para captar melhor o óleo) para depois olhar de perto o óleo para verificar se tem pedaçõs de aço, bronze etc.. que podem indicar algum desgaste ou quebra na caixa de marchas. A presença de pedaços ou lascas de aço sugere problemas de engrenagens e rolamentos enquanto pedaços de latão sugerem problemas de buchas ou aneis sincronizadores. Existem laboratórios especializados que podem fazer uma análise completa de óleos usados para avaliar o desgaste da transmissão ou motor conforme as particulas metálicas encontradas.
Se voce decidir usar o óleo SAE-50 na sua caixa de marchas eu recomendo trocar novamente o óleo após rodar 500km porque poderá ocorrer uma limpeza inicial da caixa já que este óleo de motor possui aditivos detergente-dispersante. Nos Estados Unidos há relatos de que o uso de óleo de motor em caixas de marchas velhas pode aumentar os vazamentos nos retentores da caixa.
O óleo da caixa é exigido mais quando você usa marchas baixas (Ex: 1a e 2a e 3a) em subidas de serra ou rebocando um reboque. Na marcha mais alta (3a ou 4a conforme o numero de marchas) que tem relação 1:1 as engrenagens giram livremente sem qualquer carga porque o eixo de entrada da caixa é acoplado diretamente ao eixo de saida girando na mesma rotação sem usar as engrenagens de redução pois estas são utilizadas apenas nas marchas menores e na ré. Em outras palavras, se você viajar constantemente na marcha mais alta as engrenagens da caixa de marcha não sofrerão desgaste. Nota: Na Rural 4x4 as engrenagens da caixa de transferência/redução são exigidas em todas as marchas portanto estão sempre sofrendo desgaste.

DIFERENCIAIS
Recomendação de Fabrica: Usar óleo hipoidal SAE-90 tipo EP (Extrema Pressão) MIL-L-2105B (GL-5). Trocar a cada 19.500km
O diferencial traseiro da Rural é robusto e não deverá apresentar problemas se for corretamente lubrificado. A lubrificação do differencial é critica quanto ao tipo de óleo devido à alta pressão de contato e alto deslizamente entre o pinhão e a coroa que são do tipo hipoidal. A pressão de contato entre a coroa e o pinhão é tão grande que uma simples pelicula de óleo não é suficiente para separar as peças para evitar o atrito metal-metal. Quando a pelicula de óleo é rompida a lubrificação é mantida pelos aditivos de extrema pressão que compoem o óleo de extrema pressão (EP) para engrenagens com especificação GL-5. Portanto a lubrificação especial do diferencial fica por conta dos aditivos de extrema pressão contidos no óleo o que torna essencial a correta escolha do óleo. O uso do óleo errado no diferencial resultará no desgaste acelerado (pitting/scuffing) dos dentes das engrenagens da coroa e do pinhão. Nunca use óleos minerais puros, óleos tipo GL-1, GL-2, GL-3, GL-4, óleo para motor ou outros. Use somente óleo para engrenagens tipo EP (extrema pressão) viscosidade SAE-90 especificação GL-5. Todos os principais fabricantes de óleos possuem óleo que atende esta especificação e facilmente encontrados em todo o Brasil (Ex: Texaco Multigear EP, Shell Spirax HD) . O óleo SAE-90 GL-5 ainda é largamente utilizado em diferenciais de automoveis com tração traseira, caminhonetes, caminhões e onibus e geralmente é mais facilmente encontrado em postos de combustivel na periferia da cidade que atendem a caminnhões. Eu sempre usei o óleo Texaco Multigear EP SAE-90 GL-5 no meu diferencial que esta com 147.000km (02/2001) e nunca foi aberto e continua silencioso.
Ao trocar o óleo do diferencial acompanhe o serviço e sempre verifique a retirada do óleo da lata nova e a colocação até o nível no diferencial. Evite óleos retirados de tonel ou de outras embalagens sem garantia de origem. O abastecimento com um óleo errado irá danificar rapidamente o diferencial. Cuidado com funil sujo ou bomba manual suja nos postos que podem contaminar o diferencial com areia. Não entre na conversa do funcionario do posto que pode tentar lhe vender o óleo errado do tipo GL-4 que é utilizado somente no diferencial e caixa de alguns automóveis modernos com tração dianteira e que não possuem engrenagens do tipo hipoidal como a Rural. O funcionario até vai lhe mostrar a embalagem onde esta escrito que serve para diferencial mas ele esta totalmente equivocado e não sabe o que esta falando. (Hoje 24/02/2001 um funcionario no posto Texaco da Avenida Benjamin Constant em Porto Alegre/RS tentou me empurrar o óleo errado que poderia danificar o meu diferencial se eu entrasse na conversa dele).
Verifique regularmente o nível do óleo do diferencial. Após cruzar rios ou estradas alagadas verifique o óleo do diferencial que é facilmente contaminado pela entrada de água. Se o óleo ficar com a cor branca/marrom ou ficar acima do nível normal sem explicação significa que água entrou no diferencial. Troque imediatamente o óleo completando com um óleo GL-5 do mesmo tipo. Nunca misture óleos para diferencial de marcas diferentes pois os aditivos podem não ser compativeis anulando o efeito desejado e causando danos ao diferencial. O eixo traseiro da Rural possui um pequeno orificio (respiro) para entrada e saida de ar conforme a temperatura do eixo. O respiro na parte de cima do eixo do lado esquerdo deve estar sempre livre. Para trafegar em baixo de água este orificio pode ser ligado a uma mangueira de respiro ou sistema de presurização que deve ficar com a outra extremidade acima do nível da água. Se o diferencial apresentar qualquer barulho anormal ou ronco verifique imediatamente o nível do óleo e depois retire a tampa do diferencial num mecânico especializado de confiança para uma análise detalhada do problema (tenha em mãos uma junta de papelão novo para vedar a tampa).

CAIXA DE DIREÇÂO
Recomendação de fábrica: Completar com óleo para engrenagens SAE-140.
A caixa de direção usa o óleo para engrenagens SAE-140 que é um óleo muito viscoso (grosso). Evite de usar óleos com especificação EP GL-5 pois podem reagir e danificar as buchas e a engrenagem de latão do setor de direção. Escolha sempre um óleo mineral puro com especificação GL-1 ou outro similar com baixa aditivação. A alta viscosidade deste óleo deve ter sido definido em função da baixa velocidade de funcionamento da caixa de direção, evitar vazamentos, melhorar a resposta de direção preenchendo pequenas folgas e atuando como um amortecedor viscoso de impactos e vibração na direção. A viscosidade do óleo usado na caixa de direção poderá afetar a maneira que você sente a estrada no volante de direção.
Alguns mecânicos gostam de preencher a caixa de direção com uma mistura de graxa e oleo de motor talvez para evitar vazamentos (!?!) ou a entrada de lama e água. Na minha Rural fizeram esta gambiara quando troquei o setor de direção e isto pode estar causando problemas de resposta na direção. Aos poucos estou retirando esta mistura de graxa e colocando o lubrificante SAE-140 correto. O manual do proprietário adverte que não deve ser usado graxa na caixa de direção. Obs: a caixa de direção não possui parafuso dreno e a fabrica não menciona intervalo de troca, só completar o nível. Para drenar o óleo eu solto os parafusos da tampa lateral para sair o óleo. Após apertar a tampa lateral de volta é necessário regular corretamente (soltar e/ou apertar) a folga de direção usando o parafuso e contraporca de ajuste.

EIXO CARDAN
Recomendação de fábrica: Lubrificar com Graxa para chassi a cada 1.500km usando bomba manual.
Lubrifique os pinos graxeiros das duas juntas universais e o eixo entalhado proximo da caixa de marchas. Para a graxa alcançar melhor o entalhado você deve cobrir com o dedo um furo na ponta do eixo onde a graxa costuma escapar livremente para fora. Use uma bomba manual para não danificar as vedações. Use graxa a base de litio com consistência NGLI-2 que é facilmente disponivel no mercado. Use graxa limpa de boa qualidade e cuidado com as graxas utilizadas em postos de lubrificação que são comprados a granel em tambor com qualidade duvidosa buscando um menor custo. Em estradas de terra, água e areia a lubrificação do eixo cardan deve ser mais frequente. As juntas universais na minha Rural tem sido trocados mais ou menos a cada 30.000km devido a desgaste e folga nos rolamentos de agulhas. A folga se torna evidente quando o eixo cardan faz um barulho ao engatar a marcha com o veiculo parado ou quando o eixo cardan apresenta uma vibração em alta velocidade na estrada. Na lubrificação com graxa o importante é não esquecer o momento certo para lubrificar antes que a graxa velha seja consumida ou expulsa pela alta rotação do eixo. RECOMENDAÇÃO: Compre uma pequena bomba de graxa manual para executar este serviço em casa que é muito fácil.

PINOS GRAXEIROS DIREÇÃO
Recomendação da fábrica: Lubrificar com graxa para chassi a cada 1.500km ou com maior frequencia em estradas de terra.
Lubrifique os pinos graxeiros do sistema de direção regularmente com graxa a base de Litio com consistencia NGLI-2. Use graxa limpa de boa qualidade. Veja no manual do proprietario os pontos de lubrificação que são diferentes na Rural 4x2 e 4x4. O importante é lubrificar regularmente com graxa porque a graxa nova expulsa a graxa velha e mantem limpo as rotulas e articulações. Evite graxa nos pneus, freios e mangueiras de freio. As rotulas (esferas) do braço pitman e do braço de direção esquerdo tem uma vedação deficiente ou inexistente e requerem uma lubrificação frequente com graxa. A graxa atua como uma bareira contra entrada de poeira e areia. Em Rural com alta quilometragem deve ser inspecionado as esferas das duas extremidades da barra de direção que sofrem um desgaste acentuado podendo romper/soltar a esfera causando a perda total de direção. Eu recomendo inspecionar estas peças a cada 20.000km em veiculos acima de 100.000km. Eu troquei os meus com 135.000km. Não esqueça de lubrificar o pino de graxa na ponta do eixo dos pedais de freio e embreagem e o pino de graxa no cachimbo da troca de marchas na parte de baixo da coluna de direção no compartimento do motor.
ModeloNúmero Total de Pinos Graxeiros
Rural e Pick Up 4x2 STD13 (15 até 1966)
Rural e Pick Up 4x2 Luxo27 (29 até 1966)
Rural e Pick Up 4x414 (16 até 1966)

DISTRIBUIDOR
Recomendação de fábrica: A cada 1.500km aplicar algumas gotas de óleo no feltro em baixo do rotor, no pivô do martelo e na graxeira externa do lado esquerdo. Passar uma leve camada de graxa no eixo sextavado.
Siga as recomendações de fábrica lubrificando as partes móveis do distribuidor periodicamente mas sem colocar óleo em excesso. Não esqueça de lubrificar a graxeira externa com algumas gotas de óleo. A graxeira fica do lado esquerdo do distribuidor e tem uma pequena tampa metalica com mola. A lubrificação do distribuidor ajuda a manter os ajustes de folga do platinado e evita o desgaste das buchas de bronze que guiam o eixo principal do distribuidor. Uma boa pratica é limpar e lubrificar o distribuidor pelo menos sempre que abrir para ajustar o ponto e a folga do platinado e sempre que fizer uma lubrificação do chassi. Eu pulverizo a parte interna e externa da tampa do meu distribuidor com um óleo fino em aerosol (tipo M1, WD-40, ou similar) para repelir a umidade. Faço o mesmo com a bobina, terminais do alternador, terminais do motor de arranque e demais conectores eletricos no compartimento do motor. Os óleo repelentes de umidade são ótimos para secar o distribuidor após uma lavagem do motor ou após molhar numa enchente ou rio. A presença de água na bobina ou distribuidor causa curtos circuitos e faz pular faiscas grandes de cor azul que impedem o funcionamento do motor.

ROLAMENTOS RODAS
Recomendação de Fábrica: Limpar os rolamentos e lubrificar com graxa de lítio NGLI-2 a cada 19.500km. Nos rolamentos das rodas traseiras aplicar de 22 a 27 gramas de graxa no rolamento de cada lado.
Nota: Nunca lubrifiquei os rolamentos das rodas traseiras da minha Rural 68 até hoje com 148.000km o que é errado. O problema é que o eixo traseiro e diferencial tem que ser desmontado para conseguir lubrificar os rolamentos e depois os folgas tem que ser corretamente ajustados. Para desmontar o eixo traseiro é necessário tambem trocar vedações como juntas e retentores que são danificados durante a desmontagem. Os rolamentos das rodas dianteiras são muito faceis de lubrificar. Basta soltar a porca grande no eixo das rodas e retirar as rodas completas com rolamentos. Ao montar de volta as rodas dianteiras não esqueça de colocar pinos trava nas porcas e ajustar corretamente o torque de aperto das porcas. Em caso de duvidas deixe este serviço para um mecânico experiente. As Rural mais antigas com eixo traseiro chavetado e com porca anteriores a aprox. 1966 possuem pinos graxeiros para aplicar graxa nos rolamentos do eixo traseiro sem necessidade de desmontar.

GASOLINA
Pela minha experiência o motor Willys 6 cilindros é sensivel ao tipo de gasolina utilizado. Uma gasolina comum de baixa octanagem causa batidas de pino quando o motor é exigido por exemplo acelerando forte a 60km/h em ultima marcha (3a). Parece que a gasolina Brasileira com mistura de alcool é melhor do que a gasolina com mistura de MTBE vendido no Rio Grande doi Sul até recentemente (07/99). As batidas de pino talvez podem ser resolvidos fazendo um ajuste de mistura mais rica no carburador o que aumentaria tambem o consumo de combustivel. A minha Rural apresenta um desempenho melhor em locais de grande altitude na ordem de 500 a 1000 metros onde o ar é menos denso e a mistura de gasolina se torna mais rica. A nova gasolina de alta octanagem (Ipiranga 92 octanas) já foi testado por mim e realmente diminui quase completamente os sintomas de batida de pino no motor. Normalmente eu uso gasolina aditivada para tentar evitar problemas de carburação mas em viagens mais longas eu uso gasolina comum por uma questão de custo e depois volto a usar o aditivado na cidade. A membrana de borracha da minha bomba de gasolina original que é uma peça que poderia ser prejudicado pela gasolina não tem apresentado problemas e uso o mesmo a mais de dez anos (mas tenho sempre uma de reserva no kit de peças). Recentemente (11/2000) troquei o giglê original do carburador (#25) por um giglê um pouco maior (#26) para enriquecer um pouco a mistura para resolver o problema de batida de pinos. Tenho notado menos batida de pino e o motor continua "redondo" e econômico.
A minha Rural 1968 não saiu equipada de fabrica com filtro de gasolina. Recentemente (1998) instalei um filtro de gasolina moderno de plástico na mangueira de borracha que liga a bomba de gasolina ao tubo metálico que vai até o tanque de gasolina.
Para evitar problemas de carburação eu adotei a regra de ligar o motor da minha Rural pelo menos uma vez por semana. Assim o carburador esta sempre cheio de gasolina nova e as partes moveis são acionadas e lubrificadas. Antes de adotar este procedimento o carburador ficava ruim após algumas semanas parado. O que acontecia éra o seguinte: Apos deixar o motor parado durante varias semanas ou meses o motor pegava e funcionava em marcha lenta mas ficava péssimo nas médias e altas rotações impedindo o deslocamento da Rural na estrada. O diagnóstico do mecânico era sempre a mesma: esfera trancada no carburador. RECOMENDAÇÃO: Ligar o motor da sua Rural pelo menos uma vez cada semana ou a cada 15 dias para evitar problemas de carburação.
Como uso pouco a minha Rural eu adiciono na gasolina um aditivo lubrificante especial ou um pouco de óleo 2 tempos de primeira linha com baixo teor de cinzas (aprox. 200ml para cada 30/40 litros de gasolina). O óleo na gasolina pode evitar ferrugem no tanque de combustivel e escapamento com o veiculo parado alem de lubrificar a bomba de gasolina, carburador, guias de válvulas e cilindros. Uma possível desvantagem será a carbonização mais rapida do cabeçote. Eu uso um pouco de óleo na gasolina a mais de 10 anos e 30.000km sem problema. As minhas velas não sujam e nunca apresentaram problemas de carbonização.
NOTA: A eliminação do chumbo da gasolina Brasileira a alguns anos pode estar diminuindo a durabilidade de todos os motores antigos já que o chumbo atuava tambem como lubrificante das válvulas do motor evitando desgaste na sede e haste das válvulas. Nos Estados Unidos existem kits de sede de válvulas especial em material duro que resiste ao desgaste para usar em motores Willys que usam gasolina sem chumbo. Nos EUA existem tambem aditivos para gasolina que substituem o chumbo da gasolina para lubrificar a sede das válvulas.

CHASSI
O manual do proprietário recomenda não pulverizar o chassi com óleo para não afetar peças de borracha e o acabamento emborrachado tipo Underseal da carroceria. Eu sempre pulverizei o chassi uma ou duas veses por ano com óleos especiais de pulverização das marcas Castrol Protetor de Chassi e Texaco Anti Ruste. Estes óleos protegem as longarinas e todas as partes metalicas em baixo do veiculo que já perderam seu acabamento de tinta. Ao longo dos anos foi formado uma camada espessa de residuo de óleo que protege o chassi e a carroceria por baixo. Normalmente é necessario dois litros de óleo para obter uma boa cobertura na pulverização do chassi. Procure não pulverizar o cano de escapamento porque solta muita fumaça depois quando esquenta com o motor ligado e pode assustar você. Após a pulverização o chassi e suspensão fica muito silencioso devido a lubrificação do óleo. Após alguns dias e após andar na chuva a suspensão pode voltar a ficar barulhento nas buchas de borracha dos amortecedores que fazem um barulho difícil de eliminar. Havendo disponibilidade de tempo e dinheiro eu recomendaria separar a carroceria do chassi da Rural para fazer manutenção no chassi e renovar a pintura do chassi, eixos e parte de baixo do veiculo. As peças metalicas pequenas como parafusos, aruelas, alavancas etc... podem ser zincadas (galvanizadas) para ficar com aspecto de novo e protegidos para muitos anos. Antes de colocar a carroceria de volta no chassi recomendo trocar os coxins instalando coxins novos de borracha (tipo original) ou poliuretano nos pontos de apoio da carroceria no chassi. Voce pode tambem optar por levantar um pouco a carroceria para a Rural ficar mais alto e receber pneus maiores colocando coxins e parafusos mais altos (consulte quem já fez esta alteração que é comum nos EUA)..

SUSPENSÃO
Recomendação da fábrica: "Quando for necessário lubrificar as laminas dos feixes de molas, use graxa grafitada afim de obter um bom funcionamento dos feixes"
O Manual do Mecânico Willys recomendava lubrificar com Graxa Grafitada as laminas dos feixes de molas semi elípticas sempre que necessário para obter um bom funcionamento dos feixes. Esta operação normalmente só é realizado quando a suspensão é desmontada para reparos ou limpeza. Você pode lubrificar os feixes pincelando óleo grosso (ex: SAE-140) diluido com querozene para facilitar a penetração entre as laminas. O querozene depois evapora deixando o óleo entre as laminas. Uma suspensão barulhenta pode indicar falta de lubrificação. As buchas de borracha preta dos jumelos e feixes não necessitam de lubrificação. Quando fizer reparos na suspensão exija que seja montado com graxa grafitada que proporciona uma lubrificação mais duradoura. Sugiro adquirir graxa grafitada para uso proprio na sua Rural porque as oficinas e postos de molas normalmente não tem esta graxa e usam a graxa mais barata disponível. Obs: Uma suspensão bem lubrificada tem menos atrito e fica mais macio e confortável, porem exige bons amortecedores para que o carro não "pule" exageradamente.
Na Rural 4x2 Luxo com suspensão dianteira de mola helicoidal existem 7 pinos graxeiros nas articulações de cada lado que devem ser lubrificados com bomba e graxa de chassi.

CALIBRAGEM PNEUS
A pressão dos pneus afeta o conforto e estabilidade de direção da Rural. A calibragem normal recomendado para os pneus originais 7.10-15 é 26 libras (lbs/pol2) em todas as quatro rodas. Com carga máxima a fabrica recomendava aumentar a pressão dos pneus dianteiros para 28 libras e traseiros para 30 libras. Eu uso 26 libras nos pneus dianteiros e 28 ou 30b libras nos pneus traseiros e o desgaste é normal e uniforme. Aumentando a pressão acima destes valores aumenta a trepidação transmitido das pequenas iregularidades da estrada aumentando o barulho e diminuindo o conforto. Com mais pressão na dianteira a direção tambem fica mais leve. Com menos pressão na dianteira a direção fica mais pesado em baixa velocidade e a suspensão fica mais macio e confortavel. Basta alterar a pressão duas libras para mais ou para menos para sentir uma grande diferença no comportamento da Rural no asfalto. É muito importante manter a pressão igual no pneu direito e esquerdo do mesmo eixo. Com diferenças de pressão a Rural poderá puxar para um lado e balançar ao fazer curvas ou ter um comportamento diferente fazendo curvas para a direita ou para a esquerda. A fabrica recomenda verificar a pressão a cada 15 dias com os pneus frios (sem rodar e sem pegar sol).
Com pneus não originais maiores e mais largos a pressão poderá ser um pouco menor para aumentar o conforto sem prejudicar a durabilidade dos pneus. Existem tabelas publicadas pela ABPA (Associação Brasileira de Pneus e Aros) com recomendações de pressão para todos as medidas de pneus conforme a carga/peso sobre o eixo. Estas tabelas seguem normas internacionais de pressão para pneus e são aprovados pelos fabricantes de pneus. Os fabricantes de veiculos normalmente recomendam pressões menores para aumentar o conforto do veiculo enquanto fabricantes de pneus normalmente recomendam pressões maiores para não prejudicar a durabilidade dos pneus. Para pneus modernos do tipo radial você pode consultar as tabelas de pressão das caminhonetes novas que usam este pneu e que tenha distribuição de peso equivalente à Rural.

Características dos Motores que Equiparam a Rural Willys e Rural Ford de 1958 a 1978


 BF-161260030003000 2 carbFord 2300 OHC
CombustivelGasolinaGasolinaGasolinaGasolinaGasolina (opc. alcool)
No Cilindros66664
No Carburadores121 duplo21
Cilindrada2638cm3 (161pol2)2638cm3 (161pol2)3014cm3 (184pol2)3014cm3 (184pol2)2.300cm3
Diâmetro cilindros3-1/8"3-1/8"3-1/8"3-1/8"96,04mm
Curso dos pistões3-1/2"3-1/2"4"4"79,40mm
Taxa de compressão7,6:17,6:18,0:18,0:17,8:1
Ordem de Inflamação1-5-3-6-2-41-5-3-6-2-41-5-3-6-2-41-5-3-6-2-41-3-4-2
Potência Máxima90 HP a 4.400rpm130 HP a 4.400rpm140HP a 4.400rpmx91CV a 5000rpm
Torque Máximo18,67 kgm a 2.000rpm19,36 kgm a 2.000rpm22,3 kgm a 2.000rpmx17mkgf a 3.000rpm
Marcha lenta575 a 600rpm575 a 600rpm575 a 600rpmx750rpm
Temperatura Normal70 a 80oC70 a 80oC70 a 80oCxx
Avanço inicial5o APMA a 600rpm7o APMA a 600rpm0o APMA a 600rpmx6o APMS a 750rpm
CombustívelGasolinaGasolinaGasolinaGasolinaGasolina
LubrificanteSAE 30, 20W-40, 20W-50SAE 30, 20W-40, 20W-50SAE 20W-40, 20W-50xSAE 20W-40, 20W-50
Capacidade Carter6 litros6 litros6 litrosx4,7 litros
Cap. Arefecimento10,4 litros10,4 litros10,4 litrosx8,4 litros
Anos de Fabricação1958 a 1975/761967-1967-x1975 a 1983
OBS: 1" = 25,4mm
As Rural importadas dos EUA até 1958 e chamados de "Jeep Station Wagon" tinham motores Willys de 4 e 6 cilindros similares aos motores do Jeep Willys importado. No futuro falaremos mais sobre os motores antigos F4-134 e similares importados.

Motor Willys 3000

Motor Willys 3000  Foto: motor do Pick-Up Jeep 1968
O motor 3000 é quase idêntico a um motor BF-161 ou 2600 com a cilindrada aumentado para 3014cm3 através do aumento do curso dos pistões passando de 3,5 polegadas para 4,0 polegadas. O diâmentro dos cilindros é idêntico aos motores BF-161 e 2600. Desenvolve 140 Hp a 4.400rpm e torque de 22,3 kgm a 2.000rpm conforme especificação no Manual do Proprietário da Pick-Up Willys 1970. O tubo comprido para abastecimento do óleo e a mangueira fina de água que vai da bomba d'água até o coletor de admissão vistos na foto acima são caraterísticos deste motor. Este motor foi oferecido com carburador único (de corpo duplo ou duplo estágio) e tambem com dois carburadores. O motor 3000 é relativamente raro e equipou a Rural como motor opcional a partir de 1967, a Rural serie especial 1970, o Itamaraty, a Pick-Up militar F-85 entre outros como motor opcional. O eixo virabrequim e as bielas neste motor são diferentes do motor BF-161 e 2600 devido ao maior curso dos pistões. A potência exata deste motor varia conforme o numero de carburadores e estamos pesquisando o assunto. Na decada de 70 este motor foi adaptado pela Ford para equipar o novo carro de passeio modelo Maverick. Para equipar o Meverick o motor teve a refrigeração melhorada no cabeçote e o filtro de óleo passou a ser de fluxo total (tipo cartucho) onde toda a vazão de óleo é filtrado antes de lubrificar o motor.

Motor Willys 2600


Motor Aero Willys 1968 Motor 2600 Aero Willys Cromado
motor willys 2600
A propaganda de 1963 dizia "Possante motor Willys de 110Hp. Dois carburadores, alimentando cada um 3 cilindros, equalizam melhor a pressão e proporcionam ao motor maior eficiência volumétrica". O motor Willys 2600 foi introduzido inicialmente no Aero Willys em 1963. Desenvolve 110Hp a 4.400rpm com torque de 19,36 kgm a 2.000rpm. Equipou a Rural a partir de 1967 como motor opcional de maior potência. Este motor é basicamente um motor BF-161 "envenenado" de fábrica com dupla carburação , alterações no ponto de ignição, e coletores de escapamento redimensionados do tipo 3x2. A cilindrada, o diâmetro dos cilindros e taxa de compressão são identicos ao motor BF-161. O cabeçote é especial com dois coletores e fixação para dois carburadores. Este motor equipou o Aero Willys de 1963 a 1972 e tambem o Itamaraty em 1966. O filtro de ar é separado do motor e ligado por coifas de borracha. Para ver este motor basta abrir o capô de um Aero Willys. (Ver Foto Ampliada). A Rural com este motor tem relação do diferencial mais longo para aproveitar a maior potência.

Motor Willys BF-161

Motor Willys BF-161  Motor BF-161 Rural 1973 
Este motor foi pioneiro pois foi o primeiro motor a gasolina fabricado no Brasil na fábrica de motores da Willys Overland do Brasil S. A. inaugurado em 07/03/1958 em São Bernardo do Campo/SP. O bloco erá fundido pela Willys na cidade de Taubaté/SP. Segundo uma propaganda da Rural Willys de 1959 o motor BF-161 é "Eficiente e econômico. Válvulas de admissão na cabeça. O primeiro motor a gasolina produzido no país". O motor Willys BF-161 é um motor de 6 cilindros com cilindrada de 2638cm3 (161 pol3) que equipou a maioria das Rural Willys, Pick-Up e Jeep Willys fabricados no Brasil de 1958 a 1975. Tem potência de 90Hp a 4.400 rpm com torque de 18,67 Kgm a 2.000rpm. Uma peculiaridade deste motor é que o cabeçote e o coletor de admissão formam uma peça única em ferro fundido. Este motor é baseado no motor Willys 685 ou "hurricane" reprojetado pelo engenheiro Barney Ross nos EUA e lançado inicialmente nos automóveis de passeio Willys Ace e Willys Eagle nos EUA em 1952. Este motor é resultado de aperfeiçoamentos e aumentos de potência dos motores Willys 4 cilindros das decadas de 30 e 40 dos quais herdou a arquitetura basica. É um dos menores motores de 6 cilindros fabricados e a cilindrada é equivalente a alguns motores de 4 cilindros. As válvulas de admissão estão localizados no cabeçote e a válvulas de escapamento estão no bloco do motor. O eixo comando de válvulas lateral é acionado por engrenagens. Todos os parafusos e medidas deste motor são do sistema americano em polegadas. O motor BF-161 equipou tambem os Aero Willys fabricados no Brasil de 1960 a 1962 antes da introdução do motor Willys 2600 com dois carburadores em 1963. Os primeiros motores no inicio da decada de 60 tinham a palavra "HURRICANE" gravado no ferro fundido do coletor de admissão. Uma das características deste motor é a suavidade de funcionamento e a ausência de barulho ou trepidações. O bom torque em baixa rotação deste motor supera os motores Ford de 4 cilindros. Nas decadas de 60 e 70 este motor foi utilizado tambem em empilhadeiras a gás, embarcações, geradores e motobombas. Na Rural este motor normalmente é pintado de fábrica na cor vermelho. Informações e especificações completas para reparo deste motor estão disponíveis neste site no Manual do Mecânico Willys. Este motor é muito fácil de comprar usado por aprox. R$600,00 porque muitos proprietárioos de Rural e Jeep trocaram este motor por motores diesel ou outros mais